A camisa polo da comissão técnica do Remo cai muito bem nos dois. Até parece ter sido feita sob medida. Se aliarmos a semelhança física, não dá para não notar: no Baenão, técnico e auxiliar possuem não somente o sangue azulino, mas também a mesma genética. O Dia do Pais será comemorado em família na toca do Leão, pois é representado nos trabalhos diários entre o treinador Sinomar Naves e o auxiliar técnico, Sinomar Junior.
Com cargos que se interligam, ambos afirmam que os laços familiares interferem no ofício dentro do clube. “Aqui no Baenão eu respeito a hierarquia do profissional. Em casa, volta a relação de pai e filho”, conta Sinomar Jr. O pai completa: “A relação aqui no clube é totalmente profissional. O tratamento que tenho com ele é o mesmo que tenho com todos que trabalham aqui. Fora daqui, é outra situação”, assegura o treinador.
Por sinal, a opção de trabalhar ao lado do filho em Belém, foi um dos fatores que Sinomar colocou na balança quando, em início de julho, decidiu trocar o Independente pelo Clube do Remo. “São poucas as pessoas que têm condições e oportunidade de trabalhar junto com seus filhos”, diz, prosseguindo. “Acho melhor ainda pela relação de confiança. Isso é muito importante no desempenho do nosso trabalho”, finaliza.
Logo mais, Junior deve dar um presente ao pai. Porém, Sinomar faz uma queixa. “O problema é que o dinheiro vai sair do meu bolso”, brinca o técnico. Ao que tudo indica, parece melhor Sinomar Jr continuar ajudando o pai no difícil trabalho, que é conquistar títulos. Esse talvez seja o melhor presente para uma família azulina. Afinal, Sinomar Naves e Sinomar Jr. representam o amor entre pai e filho. O mesmo sentimento compartilhado entre o Clube do Remo e seus torcedores. (Diário do Pará)
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