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ESPORTE PARÁ

Sinomar definiu Diego Barros e Joãozinho na zaga

A chegada, anunciada há dias por Sinomar Naves, estava prevista para o dia 22 desse mês. No entanto, o zagueiro Joãozinho retornou ontem da Bahia, onde passou um período emprestado para o Vitória. Apesar de ainda não participar da atividade física do dia

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A chegada, anunciada há dias por Sinomar Naves, estava prevista para o dia 22 desse mês. No entanto, o zagueiro Joãozinho retornou ontem da Bahia, onde passou um período emprestado para o Vitória. Apesar de ainda não participar da atividade física do dia de ontem, o jogador teve uma conversa com o novo treinador e coordenador de futebol azulino. No encontro entre eles, Sinomar apresentou o projeto do Remo para 2012. Ainda procurando peças para formar sua equipe, o treinador do Leão, como já havia revelado antes mesmo da chegada do garoto formado na base remista, disse querer contar com o zagueiro para ingressar no time.

Ao que tudo indica, Joãozinho deve permanecer no Filho da Glória e do Triunfo após uma conversa com o departamento de futebol. Assim, como todos os outros jogadores, seu salário deve se adequar à realidade financeira do clube que agora, como contou o vice-presidente de futebol, Hamilton Gualberto, terá teto de R$ 3 mil.

A reportagem não conseguiu encontrar o atleta para comentar sua nova temporada no Leão de Antônio Baena. Porém, o zagueiro Diego Barros, o provável parceiro de Joãozinho no miolo de zaga azulino - o próprio técnico Sinomar Naves já manifestou que pretende ver os dois jogadores atuando lado a lado na onzena do time principal - aprovou a retorno do novo zagueiro. “O jogador que volta, sabe do atual momento e vamos estar unidos”.

A união da dupla Re-Pa fora de campo
Remo e Paysandu nasceram na primeira década de 1900. Gozando de torcidas apaixonadas, tornaram-se duas agremiações à parte na região Norte do país. Contaram com isso para enfrentar as dificuldades de qualquer clube do Norte, desde exclusão geográfica, preconceitos e até a indiferença perante a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Por tudo isso, embora sejam times totalmente independentes, para Ronaldo Passarinho, vice-presidente do departamento Jurídico do Clube do Remo, Leão e Papão são como irmãos Siameses: devem comer juntos, dormir juntos, ir ao banheiro juntos... São obrigados a viver como se fossem um só. “Tudo entre Remo e Paysandu tem que estar unido. Eles são irmãos siameses. O torcedor do Remo pode raciocinar que quer ver o Paysandu na décima divisão; o torcedor do Paysandu pode raciocinar que quer ver o Remo na décima divisão também, mas nós, dirigentes, temos que ter cabeça fria”, acredita Passarinho.

Para o diretor jurídico do ‘mais querido’, tanto para elevação moral e financeira, a união entre azulinos e bicolores é fundamental. “Nos precisamos reviver esta soma. Clube emergente não lota estádio”, diz. “Uma final entre Remo e Paysandu facilmente esgota a capacidade do estádio. Aqui, são verdadeiras seitas que acompanham seus clubes até o fim”, conclui sua tese, Ronaldo Passarinho. (Diário do Pará)


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