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ESPORTE PARÁ

Atletas azulinos precisam ganhar porte físico

A falta de investimento, que perpetuou durante anos nas categorias de base do Clube do Remo, agora está dando um trabalho extra para a comissão técnica do time principal do Leão. Durante toda essa semana, ao contrário da semana passada - que teve dois per

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A falta de investimento, que perpetuou durante anos nas categorias de base do Clube do Remo, agora está dando um trabalho extra para a comissão técnica do time principal do Leão. Durante toda essa semana, ao contrário da semana passada - que teve dois períodos, além de um coletivo -, somente o sábado (26) será destinado a treinos com bola, quando o técnico Sinomar Naves fará o segundo coletivo do mês. O resto dos dias, conforme o cronograma de atividades enviado à imprensa, será voltado para avaliações físicas, iniciadas já na última segunda-feira no ginásio de educação física da Universidade Estadual Pará (Uepa).

Os jogadores se submeteram a testes físicos de reação cardiopulmonar e passaram por uma avaliação corporal realizada ontem (23). A estimativa corporal do atual elenco azulino chamou atenção. “Ainda é muito precoce para eu falar em termos físicos, porque a gente completou o terceiro teste físico hoje (ontem) e a bateria de exercícios vai até sexta-feira”, informou Divaldo Souza, fisiologista do clube, acrescentando em seguida. “Já na avaliação corporal, deu para diagnosticar deficiência de massa muscular e dois ou três atletas acima do peso. Cada caso será trabalhado de forma individual. Vamos trabalhar para que esse déficit ou extra de massa muscular estabilize com o peso ideal”, explicou. “Como muitos são atletas oriundos das categorias de base, temos esse déficit por aqui”, justificou Carlos Rocca, preparador físico do Leão.

O atacante Jayme (que atuou como meia-atacante no último coletivo), apesar de novo, 18 anos, tem tempo de casa: ele começou no Remo na extinta categoria sub-13 até chegar aos profissionais. “Precisamos passar por essas avaliações para saber quais os jogadores estão bem fisicamente. É importante para todos nós que viemos da base, onde era feito um trabalho diferente” afirma.

SITUAÇÃO
Quase que em sua totalidade, o time do Remo é formado por jogadores jovens oriundo da base. A carência de investimentos nas categorias de base era uma reclamação constante dos ex-treinadores do sub-17 e sub-20, Alcindo Aguiar ‘Tindô’ e Carlinhos Dornelles, respectivamente. Tindô e Dornelles, já deixaram claro que a alimentação oferecida aos garotos era precária e não havia nenhum tipo de acompanhamento nutricional.

REAVALIAÇÃO
Em dezembro, a avaliação será refeita para, assim, poder comparar os resultados e alcançar as condições físicas ideais de cada jogador. (Diário do Pará)


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