Renovação. É sempre esta palavra que ecoa pelos nossos discursos quando algo em nossa vida sai dos trilhos, mas que precisa ser reposto no lugar. No mundo do futebol, não é diferente. Depois do fracasso da seleção de Dunga na Copa do Mundo 2010, o tal discurso foi predominante nas entrevistas dos dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Passado mais de um ano da eliminação para a Holanda na África do Sul, a única mudança, de fato, parece ter sido a aquisição do técnico Mano Menzes no lugar de Dunga.
Com a permanência de veteranos no grupo, como Júlio Cesar e Lúcio, a seleção Brasileira ainda não conseguiu vencer nenhuma partida contra seleções fortes, como Argentina e Alemanha. A pergunta que fica no ar é: e a tal renovação, por onde ficou?
Por aqui, em solo amazônico, o Clube do Remo, dentro das devidas proporções, vive situação semelhante. Depois de perder o Campeonato Paraense desse ano, ficou sem calendário oficial. Aí foi um passo para o velho discurso voltar à tona, que diz respeito à valorização de jogadores regionais. Porém, as primeiras especulações que começam a circular no Baenão lembram um pouco a história recente da seleção brasileira. Figurinhas tarimbadas como Adriano, Gian, Marçal e Joãozinho, todos com passagens pelo Leão e atuais jogadores do Independente, último clube do técnico Sinomar Naves, fariam parte dos planos remistas. Nos bastidores, dizem que os dois primeiros são dúvidas. Já o meia Marçal e o atacante Joãozinho são dados como certo.
O próprio técnico azulino tratou de desmitificar a conversa inicial de renovação. “Temos uma lista de jogadores que estão em competição. Não é uma renovação em si, porque falando assim, parece que só vamos ter jogadores de 20 anos. Não vai ser assim”, garante Sinomar. Deley Santos, presidente do Independente, negou, até o momento, qualquer tipo de conversa com os diretores azulinos para tratar de negociações. (Diário do Pará)
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