Um obstáculo semelhante àquelas barreiras que intimidam até os melhores cobradores de falta angustia o secretário estadual de Esporte e Lazer, empenhado em marcar um golaço em meio à reforma do Mangueirão. A recuperação do estádio vai muito bem e já é uma jogada de craque do governador Simão Jatene a um custo relativamente baixo - menos de R$ 2,5 milhões. Mas se, além de reformar o estádio e dar uma boa guaribada no entorno, a Seel ainda inaugurar no dia do jogo Brasil x Argentina, em 28 de setembro, um belo placar eletrônico, aí sim seria um verdadeiro gol de placa.
Para isso, é preciso driblar o impedimento. O maior problema nem é o preço. Um placar do porte desejado não sai por menos de R$ 100 mil. É investimento plausível dada a pretensão de transformar a capital paraense em Centro de Treinamento (CT) da Seleção Brasileira durante o evento e também nas Olimpíadas de 2016.
O ADVERSÁRIO É O PRAZO
As empresas que apresentam as melhores propostas de preço são justamente aquelas cuja promessa de entrega, em alguns casos, chega a seis meses. Faltam apenas 30 dias para o embate das seleções brasileira e argentina em gramado paraense. E outros 30 dias para uma inspeção da Fifa nos estádios inscritos agora, na janela aberta para a habilitação de CTs da Copa.
REFORMA
Toda a reforma do Mangueirão custará cerca de R$ 2,3 milhões. A maior parte desses recursos (R$ 1,3 milhões) será consumida, segundo o secretário de Obras Joaquim Passarinho, na área externa do estádio. Asfalto esburacado, calçadas quebradas, grades danificadas ou subtraídas, lâmpadas queimadas – tudo isso está sendo consertado.
Aliás, a iluminação se tornou deficitária, os refletores tiveram que ser substituídos, as luminárias de emergência não funcionavam e a subestação entrou em colapso, multiplicando o consumo de forma absurda.
Nos vestiários, por exemplo, as banheiras de hidromassagem tinham até lodo, porque deixaram de funcionar, não eram mais usadas. A irrigação do gramado também mereceu atenção. Além da recuperação do que estava quebrado, há novidades, para a alegria dos atletas. Na área de aquecimento, foi instalado um gramado sintético. Nos bancos de reservas, agora há poltronas em vez de cadeiras desconfortáveis. No caso de falhar o sistema wireless que dá acesso à internet por meio do NavegaPará, a sala de imprensa foi dotada de 25 pontos cabeados para entrar na rede sem prejuízo da transmissão de matérias e imagens.
NÃO ROLA...
O placar eletrônico hoje fincado no Mangueirão não está apenas defeituoso. É obsoleto. Por isso, a alternativa de consertá-lo, além de trocar seis por meia dúzia, condenaria o estádio ao pecado capital da gula – por energia elétrica. As 45 mil lâmpadas incandescentes que compõem o velho placar, somadas ao transformador de tensão, representam um consumo de energia oito vezes maior do que o de um placar com o sistema LED, mais moderno, eficiente, econômico e apropriado ao Mangueirão. (Agência Pará)
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