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ESPORTE PARÁ

Amigos de Elkeson festejam chamada para a Seleção

Convocado pela primeira vez para a seleção brasileira, o meia Elkeson de Oliveira Cardoso, do Botafogo (RJ), está diante da maior oportunidade da sua carreira. Apesar de ter nascido na cidade de Coelho Neto, no Maranhão, o jogador de apenas 22 anos foi cr

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Convocado pela primeira vez para a seleção brasileira, o meia Elkeson de Oliveira Cardoso, do Botafogo (RJ), está diante da maior oportunidade da sua carreira. Apesar de ter nascido na cidade de Coelho Neto, no Maranhão, o jogador de apenas 22 anos foi criado em Marabá onde aprendeu a jogar bola e despontou para o futebol nacional. Para o Superclássico das Américas entre Brasil e Argentina, quarta-feira, no Mangueirão, ele terá uma torcida muito especial, composta por ex-treinadores e amigos que moram no Sudeste paraense.

A divulgação do nome de Elkeson entre os convocados para vestir a camisa da seleção canarinho causou euforia entre os amigos do atleta que moram em Marabá. O professor de educação física João Alves Campelo lembra como o futebol entrou na vida de Elkeson. Ele foi o primeiro treinador do jogador, quando tinha apenas oito anos. “Eu era professor de educação física da irmã dele, mas ele sempre a acompanhava e acabava jogando com os alunos num espaço improvisado numa calçada, pois na época a escola não tinha quadra. Depois ele passou a treinar na Escolinha Studantil, onde permaneceu por quase quatro anos. Naquela época eu já sabia que ele tinha talento”.

Em 1999, Elkeson mudou de escolinha e passou a ser treinado por Bira Ramos, do Camisa 10, a partir de uma bolsa de treinamento gratuita. “A família dele era humilde e não tinha condições de pagar a mensalidade na escolinha, mas eu sabia que o talento dele não podia ser desperdiçado, por isso o apoiamos”.
O treinador lembra que outro momento marcante aconteceu em 2003, às vésperas de uma
viagem a Itaporanga (SP), onde a equipe disputaria a Copa Mercosul. Faltando três dias para o embarque, Elkeson cortou o pé e precisou levar seis pontos no local.
“Para não deixá-lo de fora da competição, levamos uma auxiliar de enfermagem na viagem para cuidar do ferimento e ele acabou jogando. Mesmo com uma perna só boa ele conseguiu manter o mesmo nível dos outros atletas e chamou a atenção do Vitória”.

A AMIZADE FICOU

Apesar de estar a quase 10 anos longe de Marabá, Elkeson não perdeu os laços de amizade que possui na cidade onde passou a sua infância. Companheiro de time no tempo da escolinha, Jackson Santos Silva é amigo do meia botafoguense e sempre o recebe na sua casa quando passa férias em Marabá. “Mantemos contato frequente por telefone e internet e recentemente passei uma semana no apartamento dele no Rio de Janeiro”.

Ele lembra que a última vez que Elkeson veio a Marabá foi no mês de dezembro. Segundo o amigo, quando vem aqui ele gosta de rever os conhecidos, curtir um pagode e participar de peladas. “Nossas famí-
lias são amigas até hoje, inclusive a dona Irene, mãe dele deve chegar a Marabá na segunda e seguirá com a minha mãe para Belém para acompanhar o jogo”.

Ele destaca que toda a sua família está orgulhosa de Elkeson, principalmente por saber que não foi fácil para ele chegar onde está agora. “Estamos torcendo para que ele conquiste uma vaga na seleção e acima de tudo, continue mantendo a humildade e o pé no chão como sempre fez”. (Diário do Pará)



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