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ESPORTE PARÁ

Habilidade em campo e no volante

A aparência física ainda é a mesma dos anos 1990. O apelido de “meio quilo” ainda cai bem em Ednilson, ex-lateral-direito do Clube do Remo. O corpo magro foi a marca registrada de Ednilson há duas décadas, quando o lateral entrava em ação pelos gramados p

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A aparência física ainda é a mesma dos anos 1990. O apelido de “meio quilo” ainda cai bem em Ednilson, ex-lateral-direito do Clube do Remo. O corpo magro foi a marca registrada de Ednilson há duas décadas, quando o lateral entrava em ação pelos gramados paraenses. A falta de massa corporal era compensada pela habilidade. Aptidão que fez o ex-jogador viver tempos áureos no Filho da Glória e do Triunfo.

“Fui bicampeão no Remo, em 97 e 99. Chegue a participar de vários jogos daquela sequência história de 33 jogos sem perder para o Paysandu”, conta Ednilson. Feitos conquistados ao longo de sete anos defendendo as cores do Remo. Um memorável para ele: o jogo contra a Portuguesa, pelo Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, com o estádio lotado. ‘Meio quilo’ foi escolhido o craque do jogo e quase deu adeus ao Baenão pela boa atuação. “A Portuguesa quis me levar para São Paulo. Fizeram várias propostas, mas meu passe era do Remo”, comenta.
Ficou e aprendeu a parar na hora certa. “Comecei a ter muitas contusões, que incomodaram o final da minha carreira. Até que teve uma séria que disseram que teria que colocar parafusos no joelho. Foi aí que vi que não dava mais”, explica. Depois de onze anos como jogador de futebol, em 2004, parou. Ainda novo, com 33 anos. “Ainda dava para jogar mais, mas o problema no joelho foi decisivo”, pondera.

Hoje, sete anos depois de encerrar a carreira, a vida de jogador dá saudade. “Guardo tudo dessa época no Remo. Camisas, recortes de jornais, fotos... Vida de jogador é muito boa. É uma coisa prazerosa. Tive prazer em jogar no Remo”, assegura. Do futebol, só restaram as lembranças. “Não tenho nenhum tipo de ligação com o futebol, além de torcedor”, diz. O problema no joelho, que o fez se aposentar dos gramados, o impede até mesmo de bater uma peladinha.

PAIXÕES

Assim, Ednilson aprendeu a ter paixão pelo seu novo trabalho. “O táxi é o sustento para mim e para a minha família. Tenho orgulho dessa profissão”, afirma o “meio quilo”, que soube, portanto, dividir em quatro partes o seu coração: os dois filhos, Eduardo e Estefani, o táxi e as cores do Clube do Remo. “Sou torcedor do Remo desde pequeno. Acompanho tudo até hoje”, confessa o ex-jogador.

E é esse reconhecimento que, hoje, o taxista Ednilson espera que se transforme em boas energias para tirar o clube do marasmo em que se encontra. “Espero que o Remo possa se reerguer para dar glórias aos torcedores. Eles merecem. São torcedores fiéis”.

Desejo de quem conhece bem o futebol e não se arrepende de vida que escolheu por onze anos. “Faria tudo de novo. O futebol te traz alegria, status. Futebol me deu casa, carro, além de várias viagens”, afirma. A foto de Ednilson em ação durante um Re-Pa que, por coincidência, guardava no carro, é a prova maior. “Vou levar essa aqui para restaurar”, garante. (Diário do Pará)

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