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Jogadores levaram a melhor e Gaúcho fez as malas

Atendendo a um pedido dos jogadores, a diretoria do Paysandu demitiu, ontem de manhã, o técnico Edson Gaúcho do comando da equipe, depois de uma semana conturbada, marcada por brigas, discussões e principalmente acusações feitas pelo treinador, atletas e

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Atendendo a um pedido dos jogadores, a diretoria do Paysandu demitiu, ontem de manhã, o técnico Edson Gaúcho do comando da equipe, depois de uma semana conturbada, marcada por brigas, discussões e principalmente acusações feitas pelo treinador, atletas e o próprio presidente Luiz Omar Pinheiro.

Antes da demissão, Gaúcho apareceu no estacionamento da Curuzu, mas a situação dele ainda não estava definida. Em uma conversa rápida com a imprensa, o então treinador disse que havia deixado o cargo à disposição e as decisões a serem tomadas pela diretoria e elenco. Logo após, ele reuniu outra vez com Luiz Omar e, cerca de meia hora depois, reapareceu na saída do estádio já sem a função de treinador do time.

Sorridente e aparentemente tranquilo, Gaúcho voltou a falar sobre o problema de relação dele com alguns jogadores, que foi o motivo da demissão. “Se os atletas acham que é melhor o Edson sair, então deixa eles à vontade. Eu não compactuo com imposição de atleta, com maneira de trabalhar, não é assim, eu sou profissional e é dessa maneira que eu trabalho. Quando as pessoas querem mandar em você, comandar o teu trabalho, aí as coisas ficam diferentes. Aqui nós tínhamos uma maneira de trabalhar que era com profissionalismo, horário definido para treino e jogo. E tem gente que não gosta disso, que prefere trabalhar da sua maneira. Assim eu não trabalho”, justificou.

Segundo o ex-treinador, além do volante Sandro Goiano e do zagueiro Vagner, o volante Alexandre Carioca, que está há mais de três meses em tratamento no departamento médico do clube, também foi um dos responsáveis pelo imbróglio. “Eu erro muito, erro mais do que eles, mas jamais eu vou errar para prejudicar algum atleta. Não admito que ninguém atrapalhe o meu trabalho, como estava acontecendo. Com certeza agora não tem mais cesta básica e nem problema, agora é só alegria. Edson Gaúcho saiu e agora tudo está tranquilo, volta a ser tudo como era antes”, completou, referindo-se às punições aplicadas aos jogadores que chegavam atrasados aos trabalhos.

Embora a relação entre Edson Gaúcho e alguns jogadores não estivesse boa, o ex-técnico não culpou ninguém do grupo pela derrota para o CRB e tampouco suspeitou de “corpo mole”. Ao contrário, ele assumiu toda a responsabilidade.

TRAJETÓRIA Edson Gaúcho chegou a Belém no dia 13 de setembro para comandar o Paysandu pela segunda vez na carreira. Durante este período, o treinador trabalhou em cinco partidas pela Série C; venceu as três primeiras e perdeu as duas últimas. (Diário do Pará)

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