Comentários maldosos sobre o Pará postados em um suposto perfil do atacante do Paysandu, Josiel, no facebook, irritaram os paraenses nos últimos dias. Frases discriminatórias, críticas às mulheres da região, programações de festas e desejos de deixar a capital paraense foram publicados na página do perfil denominado ‘Tche loko’, que um dia depois da descoberta, foi excluída. Tudo foi negado por Josiel, que afirma nunca ter possuído facebook e twitter, assim como desmentiu ter falado mal de Belém, há um mês.
O jogador explica que na última quarta-feira (19), ao chegar à Curuzu, o fisioterapeuta do clube, Junior Furtado, lhe perguntou se ele possuía conta em algum site de relacionamento e, em seguida, explicou o que estava acontecendo nas redes sociais. “Disse a ele que não, não possuo e nem tenho a intenção de fazer. Durante a tarde e a noite, me ligaram falando que havia saído uma matéria na internet, que tinha gente me detonando. Depois que eu vim saber que existia uma ‘matéria’ que eu teria publicado sobre o Pará, sobre as mulheres, sobre isso e aquilo, que eu estava na farra depois de jogo, coisas que não são verdadeiras”, defende-se.
A definição dada às mulheres paraenses de “paquitas depois de incêndio” causou revolta tanto em torcedores do Paysandu como do Remo, mas Josiel desmente a polêmica. “Sou casado, não tenho porque falar das mulheres daqui. Eu moro no mesmo prédio de um diretor do clube, então como eu faria essas coisas?”.
A conta tinha sido excluída exatamente logo após ter sido encontrada. A justificativa dada por Josiel foi o acesso fácil ao mundo virtual. “Todo mundo sabe que hoje a internet é uma arma muito poderosa tanto para o bem quanto para o mal, e fizeram um perfil falso com a minha foto, onde publicaram coisas que não partiram de mim. A única coisa que eu uso é e-mail, que é necessário. Alguém deve ter usado o meu nome para tentar ganhar alguma coisa ou criar polêmica”, argumenta.
Após a segunda polêmica envolvendo o jogador, Josiel voltou a dizer que não pretende deixar o clube porque tem contrato para cumprir até o final de novembro. Na primeira confusão, o atacante teria dito a um repórter de um portal que já havia vivido em locais bem melhores que Belém, algo que gerou revolta por parte da população paraense. (Diário do Pará)
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