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ESPORTE PARÁ

Estilo clássico era a marca registrada de Sérgio

Quem vê Sérgio Henrique Pereira da Silva trabalhando forte em uma empresa de distribuição de alimentos, em Ananindeua, logo se lembra do tempo em que o supervisor de logística era conhecido apenas como “Sérgio”. A saudade bate. É fácil chegar à conclusão

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Quem vê Sérgio Henrique Pereira da Silva trabalhando forte em uma empresa de distribuição de alimentos, em Ananindeua, logo se lembra do tempo em que o supervisor de logística era conhecido apenas como “Sérgio”. A saudade bate. É fácil chegar à conclusão que era melhor assistir-lhe dentro de um campo de futebol do que vê-lo coordenando os caminhões que irão exportar alimentos ao redor do Estado. Afinal de contas, quando comandava a bola, Sérgio conseguiu ser campeão brasileiro tanto por Remo, como Paysandu, tornando-se, assim, o único paraense a conquistar o título mais alto pelos maiores times do Norte do país. Feitos que não passam despercebidos do olho do torcedor.

“Hoje, os companheiros de trabalho já estão mais acostumados. Mas quando cheguei aqui à empresa todos me reconheceram”, conta Sérgio. Apesar do feito inédito no futebol paraense, ele não se arrepende da escolha em se aposentar relativamente cedo dos gramados. “Preferi parar quando a minha carreira ainda estava por cima. Além disso, com 36 anos, o raciocínio não é mais o mesmo, por mais que o vigor físico ainda esteja bom”, diz o ex-zagueiro, que já se conformou com a nova vida. “É um trabalho que exige tanta responsabilidade quanto o futebol”, assegura.

E nem faz tanto tempo assim. Sérgio se aposentou há dois anos, em 2009, depois de uma carreira de 16 anos trilhada, principalmente, nos três times da capital. Mas nenhuma passagem foi tão marcante como no Paysandu. No time bicolor, o ex-zagueiro ganhou cinco títulos paraenses, foi campeão da Série B, em 2001, além do título mais importante da história do Papão: a Copa dos Campeões, em 2002, responsável por colocar o time paraense na Taça Libertadores da América. Dessa época, Sérgio guarda muitas lembranças.

“O jogo final contra o Cruzeiro não tem como não ser memorável. Depois de arrancar um empate, quando fomos para os pênaltis, sabia que não perderíamos mais... O resto todos sabem”, brinca. E todos sabem mesmo. “Quando entro na sede social do Paysandu, dou logo de cara com o pôster de Campeão dos Campeões. Até me arrepio. Olho, viro, e falo para o meu filho que daqui a cem anos esse pôster vai continuar lá”, orgulha-se.

PERFIL
Sérgio iniciou a carreira na Tuna Luso. Depois jogou por Paysandu, Clube do Remo, Bahia, América de São José do Rio Preto, América (RN) e teve passagem em outros times do estado, como Ananindeua, Castanhal e Time Negra. Hoje, tem 38 anos, um filho de 14 anos chamado Lucas e é casado, além de ser o coordenador das categorias de base da Tuna. (Diário do Pará)

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