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ESPORTE PARÁ

Festa para os popstars do Leão Azul

O ponteiro do relógio já marcava 15h, quando o dourado reluzente de trompetes, saxofones e pratos dobravam a rua que dava acesso ao campo de futebol da cidade. Era a banda de música de São Caetano de Odivelas. A melodia do hino do Remo era cantada em alto

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O ponteiro do relógio já marcava 15h, quando o dourado reluzente de trompetes, saxofones e pratos dobravam a rua que dava acesso ao campo de futebol da cidade. Era a banda de música de São Caetano de Odivelas. A melodia do hino do Remo era cantada em alto e bom som por cerca de dez músicos, para dar as boas-vindas ao ônibus do Leão que, a essa altura, já se encontrava na cidade.

“Unimos duas bandas daqui para fazer essa homenagem ao Remo, que está precisando”, disse Luttes, organizador do grupo. Os fogos de artifício acompanhavam a música. Estava feita a festa: a terra do caranguejo e da pesca, com cerca de dezesseis mil habitantes, distante pouco mais de uma hora da capital, recepcionava o Leão. “Foi além do que esperamos. Deve dar mais de quatro mil pessoas hoje”, previu Luttes.

E Luttes tinha razão. Dentro do campo José Taide, um bom número de espectadores foi prestigiar o jogo, mesmo que o local da partida não fornecesse o devido conforto ao torcedor, já que o estádio não possui arquibancadas. Dentro das quatro linhas, como vem se tornando rotineiro, o Remo não teve facilidade. O Progresso, time adversário, mostrava bons valores. Alguns até conhecidos, como Bironga (ex-Paysandu e Tuna) e Pelezinho (ex-Tuna).

Além disso, o azul e branco do uniforme do Progresso serviu ainda mais para inflamar a partida. “Nossas cores causaram um sabor especial de Re-Pa”, contou Edilberto Rendeiro, o ‘Caitã’, presidente do Progresso. “Quando o Progresso foi fundado, existia um presidente remista e um bicolor. O do Paysandu escolheu as cores do time para homenagear o Papão e o remista ficou com o escudo”, conta Edilberto Rendeiro, o Caitã, presidente do Progresso.

Porém, com o passar dos anos, a raiz remista foi deixada de lado. “Era para ter dois leões no escudo, mas como passou muito presidente bicolor, eles acabaram retirando os leões”, revela Caitã. Mesmo sendo o mais novo bicolor no posto mais alto do Progresso, até vestindo a camisa do Papão para provar sua paixão, garante que irá recolocar o mascote do Leão. “Vou resgatar a tradição”, afirma.

Mas dentro de campo, o ataque azulino, com Bruno Oliveira e Reis, soube espantar qualquer possível rivalidade e conseguiu mais uma vitória. Com o final da partida, os jogadores azulinos tiveram que conviver com o grande assédio da torcida, que tratou os atletas como verdadeiros popstars, com muitas fotos e autógrafos distribuídos. (Diário do Pará)


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