Cobrança de pênalti é com ele mesmo: Fábio Gaúcho, lateral-esquerdo do Paysandu e batedor oficial da equipe, que fez 11 gols na atual temporada, sendo oito deles de tiro livre direto da marca da cal. O último deles, aliás, foi ao melhor estilo Loco Abreu, com cavadinha, contra o Luverdense (MT), no empate em 1 a 1, que rendeu até uma brincadeira por parte dos companheiros de equipe.
“Eles comentaram: ‘como você teve a coragem de bater o pênalti daquele jeito?’. Mas é resultado do trabalho, eu sempre treino de um jeito diferente, troco os cantos, procuro chutar de uma outra maneira. E lá quando surgiu a oportunidade de fazer a cobrança, eu já fui para a bola com o pensamento de bater no meio, porque a maioria das vezes o goleiro cai para o canto. Tive a felicidade de fazer o gol, e um bonito gol”, detalha o lateral, que em 2011 tem um aproveitamento de 100% nas cobranças de pênalti.
No entanto, antes de ser contratado pelo Paysandu, a eficiência de Fábio Gaúcho nas penalidades não agradava muito aos bicolores, uma vez que o jogador já foi carrasco do Papão antes de ir parar na Curuzu. Quando atuava pelo Independente, no Campeonato Paraense deste ano, Fábio marcou oito gols na competição, três deles contra os bicolores, sendo dois em cobranças de pênalti.
PROGRAMAÇÃO
O Paysandu se reapresentou ontem de manhã, na Curuzu, onde os jogadores que não atuaram contra o Luverdense (MT) participaram de um coletivo contra o time sub-20. À tarde, o grupo ganhou folga e volta aos trabalhos, hoje
pela manhã, no estádio bicolor.
Sidny quer recuperar a sua posição
Depois de quase um mês em tratamento no departamento médico do Paysandu, o lateral-direito Sidny foi liberado para treinos com bola. O jogador participou da movimentação do time, ontem de manhã, na Curuzu, contra a equipe sub-20. Antes disso o jogador sequer tinha previsão de retorno, segundo o médico bicolor, Wilson Fiel, que explicou a gravidade da lesão muscular grau dois na coxa do atleta.
Afastado do gramado, o lateral passou um longo período em tratamento de manhã e de tarde por causa da contusão. Ele explica que há 10 dias tem feito reforço muscular e que já está no trabalho físico. “Agradeço demais ao pessoal da fisioterapia que não tem horário para ajudar. Ainda bem, não me acostumo a ficar de fora”, conta o jogador, que não sabe se tem retorno garantido ao time titular. “Acredito que estarei à disposição, mas para jogar depende do professor”.
Lesionado, Sidny teve tempo para acompanhar o noticiário e as indefinições no grupo E foram exaustivas, de acordo com o jogador. “Quem está acostumado a ficar em campo sofre demais quando está de fora. Eu procuro ajudar de alguma maneira para não ficar só olhando”, diz. A última partida de Sidny foi na derrota para o CRB (AL), em Belém, dia 16/10. Se jogar contra o Luverdense, ele voltará a atuar exatamente um mês depois daquele jogo. (Diário do Pará)
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