A rivalidade entre os dois clubes de maior torcida do Norte do país nunca irá desaparecer. É o que garantem os torcedores de Remo e Paysandu, que fizeram um pacto com seus clubes: na felicidade ou na tristeza, na saúde ou na doença, as encarnações nunca morrerão. E, com os dois times longe dos áureos tempos em que disputavam a elite do futebol nacional, os fanáticos pela dupla Re-Pa tem tido que apelar para a criatividade para manter viva a rivalidade.
Atualmente, os torcedores bicolores levam vantagem sobre os azulinos. O Paysandu disputa a série C do Campeonato Brasileiro. O Remo, fora de competições nacionais, faz sua torcida se contentar com amistosos contra equipes amadoras do interior do Estado. Com isso, os remistas se tornaram alvos fáceis, principalmente nas mídias sociais. “Queremos o Pará igual ao Clube do Remo, sem divisão”, disse @LCarlosQueiroz, perfil no twitter .
Os remistas encontraram outra forma de mexer com os adversários. Se não têm muitos motivos para falar bem do próprio time, o jeito é rir da conturbada campanha bicolor que visa o acesso à série B. “Eu acredito em discos voadores, em chupa cabra, na paz mundial, acredito que Elvis não morreu, mas não acredito que o Paysandu suba para série B”, disse o perfil do twiiter, @UTIDenis.
Independente de onde estejam os dois clubes, o importante é manter viva as brincadeiras e gozações de maneira sadia, no dia a dia com os amigos, como afirmam os torcedores Rafael Carneiro e Felipe Dias.
Para o remista, é ótimo rir da desgraça do rival
A pouca movimentação pelas bandas da Antônio Baena também tem desmotivado o estudante de medicina Felipe Dias, fanático torcedor azulino. “Pelas péssimas campanhas do Remo, eu confesso que não tenho acompanhado como está a situação atual do time, com relação a técnico, jogadores, diretoria”, lamenta.
Mesmo assim, Felipe não deixa de lado as gozações e conta o que faz para manter acesa a rivalidade. “Procuro saber se o Paysandu perdeu ou ganhou na Série C. O time deles sempre ‘morre na praia’, não conseguem subir”, conta. “Além do mais, os torcedores bicolores argumentam que o time do Remo não tem divisão, mas, por pior que seja a campanha azulina, o Remo sempre ganha os Re-Pa. Clássico nunca vai deixar de ser clássico, e é motivo de orgulho nosso que o Remo seja o maior vencedor do duelo”, completa.
O estudante de medicina fala que a situação é preocupante dentro da roda de amigos. “Antigamente brincávamos muito com relação aos times. Até os meus amigos que torcem pro Paysandu não brincam mais tanto, por também estarem um pouco decepcionados com as lambanças da diretoria, acabaram largando de mão o time”, relata.
Mesmo sem tanto ânimo para as brincadeiras com os rivais, Felipe conta que ainda há situações que a rivalidade volta à tona. “No dia a dia, diminuiu as sacanagens. Elas só voltam em momentos pontuais, como próximo a um Re-Pa, ou quando o Paysandu perde na Série C, não consegue subir”.
(Diário do Pará)
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