Ele esteve presente nas conquistas e nos momentos mais importantes da história do Paysandu, mas o retorno ao clube paraense foi diferente do passado marcado por glórias. Considerado um ídolo por muitos bicolores, o experiente volante Sandro Goiano, 38 anos, teve uma saída conturbada da Curuzu, após as polêmicas envolvendo o jogador, o presidente do clube, Luiz Omar Pinheiro, o diretor de futebol, Antonio Cláudio, e o ex-treinador da equipe, Edson Gaúcho.
Os problemas acerca de Sandro começaram ainda no ano passado, após o ‘Salgueiraço’, quando Luiz Omar disparou contra o jogador. A partir de então Sandro se calou, preferiu não conceder entrevistas à imprensa por quase um ano, e quando, resolveu falar, a diretoria sinalizou o fim da linha para o atleta. A direção do Paysandu, aliás, acusou Sandro de ser mercenário, mas ele se defendeu, alegou estar há cinco meses sem receber e em breve deve anunciar o fim da carreira.
As polêmicas envolvendo Sandro Goiano surpreendem àqueles que, assim como ele, também fazem parte da história do Paysandu. O ex-atacante Vandick, que atuou ao lado de Sandro nos times de 2001 a 2003, lamenta o modo o qual a carreira de Sandro chegou ao fim na Curuzu. Sem acreditar muito em todas as acusações feitas contra o volante, Vandick parte em defesa do jogador, mas, segundo ele, se tudo for verdade é porque Sandro tornou-se outra pessoa. Ambos atuaram juntos por cerca de três anos, período em que Vandick encerrou a carreira e Sandro saiu do clube paraense para jogar no Grêmio (RS).
O currículo vitorioso, tanto com a caomo com a do time gaúcho, em comparação com o atual momento do jogador, entristecem a Vandick. “Eu lamento muito que um cara como o Sandro tenha saído do Paysandu dessa maneira. Jamais imaginaria que ele fosse sair assim, como aconteceu. Se for verdade isso tudo que estão falando contra ele, então mudou muito, porque quando jogávamos juntos ele sempre foi uma pessoa muito correta dentro e fora de campo”, garante o ex-companheiro de equipe.
Naquele time de dez anos atrás Vandick conta que havia a liderança dele próprio, de Sandro Goiano e do zagueiro Gino, por conta da experiência que o trio já tinha na época, contudo não existiam problemas no grupo capazes de interferir nas partidas. É por conhecer Sandro há tanto tempo que Vandick tem dúvidas sobre as polêmicas, mas ele prefere não descartar a possibilidade de tudo ter ocorrido conforme acusou a diretoria do Paysandu. “É muito difícil acreditar nisso tudo porque o Sandro nunca foi fazer confusão por nada. Lamento muito tudo isso, principalmente se for verdade”.
(Diário do Pafrá)
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