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ESPORTE PARÁ

João Paulo e a arte do reencontro

Apesar da derrota por 6 x 0, um jogador da Seleção de Barcarena saiu satisfeito com a sapecada que levou do Leão. “Deu para ver que o Remo está com uma garotada que mostra ser bom valor do clube. Espero que eles tirem o time dessa situação sem série”, rel

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Apesar da derrota por 6 x 0, um jogador da Seleção de Barcarena saiu satisfeito com a sapecada que levou do Leão. “Deu para ver que o Remo está com uma garotada que mostra ser bom valor do clube. Espero que eles tirem o time dessa situação sem série”, relatou o camisa 9 da seleção de Barcarena. A satisfação era por conta de um dia ter vestido a camisa do Filho do Glória e do Triunfo. Trata-se de João Paulo, ex-atacante que participou da campanha do título de pentacampeão paraense invicto de 1997. Campanha que também teve a histórica partida contra o rival Paysandu, na final do primeiro turno, o último jogo do tabu de 33 jogos sem perder para o Papão.

“Aquele jogo está marcado para sempre na minha vida. Primeiro porque foi meu primeiro Re-Pa, e tinha de 15 para 16 anos. Imagina o que era para um garoto jogar em um Mangueirão com 33 mil pessoas”, conta João. Ele afirma que sentiu a pressão do jogo, chegou até a pedir para sair, mas permaneceu por ordens de Agnaldo, o treinador da época. “O Paysandu precisava só de um empate para ser campeão e eles ainda começaram ganhando. Faltando dez minutos para a partida terminar, naquela loucura do Agnaldo, ficamos com cinco atacantes. A torcida do Remo já deixava o campo, quando empatamos”, recorda o atacante.

Foi aí que, segundo como classificou o próprio João Paulo, aconteceu o inexplicável. “Depois de um bate-rebate na área, fizemos o da virada e logo depois o Edil fez o terceiro. Foi um título na raça, que ficou marcado por nossa persistência”, assegura João. A carreira do atacante durou dez anos, com passagens por vários clubes do sul do país, como Irati (PR) e Mogi Mirim (SP). João diz que decidiu se aposentar do futebol profissional devido às constantes lesões que sofreu. Natural de Vigia, João Paulo, hoje com 33 anos, constituiu família e vive de aluguel de imóveis em Belém. “É muito bom viver de futebol, a gente aprende a conviver com todas as classes sociais e que nem sempre as coisas são da forma que queremos”, aconselha.

CONFRONTO

Uma curiosidade chamou atenção. O zagueiro responsável por marcar Jayme tinha mais que o dobro da idade do atacante azulino. Enquanto ‘Melhoral’, como se chamava o zagueiro de Barcarena, tinha 45 anos, Jayme tem seus 18 anos. “A gente sabe que a idade pesa. Eu não tenho mais idade para aprender futebol, deixo para esses garotos”, tirou a bronca Melhoral. (Diário do Pará)

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