Nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro da Série C a maioria dos jogadores do Paysandu não correspondeu fisicamente. Na partida contra o Luverdense (MT), no Mangueirão, por exemplo, no segundo tempo do jogo, o time bicolor praticamente parou. Os mais experientes tiveram de brigar com o adversário, mas principalmente contra o cansaço do próprio corpo, que, segundo o preparador físico do clube, Antônio Pompeu, foi causado pelas mudanças simultâneas na comissão técnica alviceleste.
O preparador lembra que o Paysandu iniciou o ano com a conquista do Torneio de Paramaribo; depois, conseguiu vencer o primeiro turno do Parazão, mas no final do segundo turno ele ficou surpreso com a contratação do técnico Roberto Fernandes, que chegou a Belém com toda a sua comissão, inclusive um novo preparador físico, Rogério Juidicce. Com isso, Pompeu perdeu o posto. “Nada contra a função de auxiliar, até mesmo porque eu sou funcionário do clube, estou aqui para ajudar, mas mudou a metodologia, uma filosofia totalmente diferente. Então, isso é muito complicado para o jogador assimilar”, explica Pompeu.
Depois de Roberto Fernandes, Edson Gaúcho também passou pelo Papão, mas ficou no comando por pouco mais de um mês. Por último, o treinador Andrade, que não trouxe preparador físico e a responsabilidade principal recaiu sobre Pompeu, outra vez. “No final deu nisso: tivemos apenas doze dias para recuperar o preparo deles”, lamenta o preparador.
PREPARAÇÃO IDEAL?
Para preparar a equipe para o início do Campeonato Paraense do ano que vem, Antônio Pompeu ressalta que o ideal seria fazer uma preparação de dois meses, mas a comissão técnica deve ter apenas pouco mais de um mês para trabalhar o time. (Diário do Pará)
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