Quem será o grande destaque do Clube do Remo em 2012? Impossível prever. Até o momento, o Leão já contratou dez jogadores. Ainda faltam mais seis. Na última sexta-feira, o técnico Sinomar Naves revelou que a conquista do Campeonato Paraense sub-20 já credenciou os jogadores que atuavam nos dois elencos para o time profissional. “Fez parte da preparação que foi iniciada no mês de agosto. Esses garotos deram a resposta positiva que estávamos contando. A maioria já faz parte do grupo principal e assim que retornarem da Copa São Paulo, se integrarão ao grupo”, assegura o treinador.
Os nomes dos aprovados devem girar em torno de: Tiago Cametá, lateral-direito; Joãozinho, zagueiro; Alex Ruan, lateral-esquerdo; Alan Petterson, volante; Jhonathan, volante; Betinho, meio-campo; e Jayme, atacante, já que são os sete jogadores das categorias de base que atuam no time titular do Remo, que disputa amistosos pelo interior do estado. Muitos já provaram talento com a bola nos pés: Tiago Cametá tem o drible fácil e rapidez, fruto do futsal; Betinho, qualidade no domínio de bola; Jayme faro de gol. São alguns exemplos. Mas será que esses jogadores criados nas categorias de base do Filho da Glória e do Triunfo têm “cacife” para se tornarem os mais novos craques do time azulino? Afinal, há tempos a torcida está carente de alguém que dê conta do recado.
Na opinião do torcedor Paulo Viera, 23, sim. O estudante afirma que os todos possuem talentos para isso. “Principalmente no Jayme, mas tem que haver essa mescla com jogadores mais rodados, isso é inevitável. Aí eles vão pegar mais maturidade. Mas acredito sim nesses jogadores e tenho certeza que se a comissão técnica, imprensa e torcida tiverem paciência, eles vão dar a resposta dentro de campo”. Já o design Mario Dias, 26, outro torcedor apaixonado pelo Leão, acredita que nenhuma das novas promessas tem condições de ser um próximo craque por dois motivos: psicológico e fisiológico. “É preciso fazer um trabalho muito forte neles, tanto no lado psicológico e físico, para esses jogadores aguentarem a pressão. Essa falta de acompanhamento é crucial. Se quiser um craque, um cara com camisa 10, tem que vir de fora”, analisa.
O técnico Sinomar Naves, que conseguiu ser campeão paraense esse ano com Independente, tendo o Gian como o seu grande maestro, afirma que jogadores com essas características estão cada vez mais escassos no futebol brasileiro. No entanto, confia na equipe que vem formando. “Jogador diferenciado está difícil no futebol brasileiro. Queremos jogadores de qualidade, já temos aqui e outros virão. Temos jogadores experientes e somando a isso, temos a juventude. Esse casamento tende a ser o mais perfeito possível”, deseja. (Diário do Pará)
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