Eleito a revelação e o melhor segundo volante do Campeonato Paraense 2011 pelo Troféu Camisa 13, o volante Billy, do Paysandu, viu o seu prestígio adquirido junto à torcida paraense – que o elegeu na premiação – cair diante da diretoria do clube, que o afastou do grupo profissional por quatro meses. Atendendo a um pedido do ex-técnico Roberto Fernandes, a direção alviceleste contratou atletas como Rodrigo Pontes e Charles Vagner para a mesma posição e ignorou o desempenho de Billy. De volta ao elenco principal, o jogador, que se considera injustiçado, espera ser reconhecido na próxima temporada.
O atleta revela que quando chegou para treinar, em junho, o supervisor de futebol, Dias Renato, disse a ele que não pegasse material porque não treinaria. “Nem o presidente do clube falou comigo. Depois do que o Dias me disse eu liguei para o presidente, que me falou para treinar; já no outro dia a ordem era para eu não pegar mais o material. Então, eu pensei: que palhaçada é essa?”, conta, confuso com a situação. Como havia sido desprezado por Fernandes, Billy explica que a solução da diretoria seria emprestá-lo ao São Raimundo ou ao Penarol (AM), mas o jogador só aceitaria a negociação se, na época, o clube lhe pagasse pelo menos dois dos três meses de salários que devia. Como parte do débito não foi quitada, Billy não quis acordo.
O jogador não guarda rancor da direção, embora ele admita a ausência de ajuda. Billy também é enfático ao revelar suas pretensões para 2012. “Faltou apoio de todo o canto, menos da minha família, mas eu não tenho mágoa de ninguém, não. Fiquei um pouco aborrecido, mas quero treinar e jogar bem para calar a boca de alguns incompetentes dentro do clube”, dispara Billy, que prefere não citar nomes. “Todo mundo estava ciente do que eu já havia feito pelo clube. Foi uma injustiça, mas fazer o quê, não é? Eu estou de boa”, ameniza. Contudo o que mais o deixa entristecido é a prioridade aos jogadores de fora. “Estou há quatro meses sem receber, enquanto que os de fora já saíram daqui com o bolso cheio”.
Durante o período em que ficou afastado do grupo principal, Billy encontrou apenas uma alternativa: atuar no Time Negra, de junho a outubro. Depois disso ele e o irmão, o lateral esquerdo Brayan, que também foi rejeitado, ficaram inativos. “Fiquei quase um mês em casa. Depois que o Edson (Gaúcho) saiu que me chamaram, ou melhor, eu fui perguntar se eu ia servir para alguma coisa porque estava em casa só comendo e dormindo, então o ‘Louro’ (diretor de futebol) me disse para eu ir treinar no dia seguinte”, diz.
RAFAEL OLIVEIRA
Segundo o site globoesporte.com, o atacante Rafael Oliveira foi sondado pelo Botafogo. O jogador já teve passagem pelo futebol carioca em 2010, quando defendeu o Boavista.
Promessa é de um Papão bom e barato
Um time bom, caseiro e barato. Foi o que prometeu o presidente do Paysandu ao técnico interino, Ricardo Lecheva, ontem à noite durante uma breve reunião entre eles na, sede social do clube. Além disso, o mandatário alviceleste também confirmou a reapresentação do grupo para o próximo dia 19, segunda-feira, mas apenas para os remanescentes do time que disputou a Série C e aos garotos das divisões de base. Já os novos contratados e os atletas que também compuseram o time da Terceirona, e ainda têm vínculo com o clube, só voltam no dia 26.
A conversa entre Lecheva e o presidente foi rápida. Entre os poucos assuntos discutidos o treinador conta que a renovação contratual e a situação de alguns atletas entrou em pauta. “A intenção do presidente é montar um time barato para o ano que vem. Ele já me garantiu que a folha salarial do elenco para 2012 vai ser inferior a desse ano, mas isso não quer dizer que o nível técnico e a qualidade do grupo não sejam boas. Vamos continuar com o trabalho de base, com a inclusão de algumas peças de fora”, explica.
Com uma folha salarial de aproximadamente R$ 500 mil, o Paysandu foi a segunda equipe mais cara do Brasileirão, contudo não obteve o acesso. “Nem sempre dinheiro quer dizer resultado. Podemos, sim, montar um bom time sem gastar muito”, acredita o técnico-interino Lecheva. (Diário do Pará)
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