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Familiares e amigos se despedem do zagueiro Flávio

Foi velado na tarde desta quinta-feira (22) o corpo do jogador Flávio de Souza, de 29 anos, zagueiro que disputava a primeira fase do Parazão 2011 pelo Ananindeua e faleceu nesta madrugada vítima de uma endocardite. Colegas de profissão, amigos e famil

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Foi velado na tarde desta quinta-feira (22) o corpo do jogador Flávio de Souza, de 29 anos, zagueiro que disputava a primeira fase do Parazão 2011 pelo Ananindeua e faleceu nesta madrugada vítima de uma endocardite. Colegas de profissão, amigos e familiares do jogador compareceram ao velório para prestar as últimas homenagens ao atleta.
No final da tarde, jogadores da Tuna Luso (ex-clube de Flávio) acompanhados pelo técnico Charles Guerreiro estiveram no local. "Já acompanhávamos o caso, e hoje recebemos essa notícia." disse o volante Euler, que já chegou a visitar Flávio durante a internação. O zagueiro Davi comentou a demora no diagnóstico da doença. "Pensamos que era dengue, mas ele fez todos os exames e ninguém descobria o que era."
Geise Monteiro, viúva de Flávio, afirmou que os sintomas começaram a surgir no dia 11 de novembro, e se tornavam mais graves a cada dia. Geise relata que o jogador chegava muito cansado dos treinamentos, e que sofria de fortes crises de dor de cabeça, de febre alta e tremores pelo corpo. Só depois de duas idas à emergência do Pronto Socorro do Guamá é que o jogador foi internado.
"Só no dia 24 conseguimos essa internação. Suspeitaram de hepatite, doença de chagas, mas quando descobriram a pneumonia ele foi transferido para o Hospital Barros Barreto." conta Geise. "Só no dia 6 de dezembro ele foi diagnosticado com endocardite, mas a bactéria já estava alojada em uma válvula do coração".
Geise disse que, de acordo com a equipe médica que prestou atendimento a Flávio, a bactéria pode ter "entrado" na corrente sanguínea por meio de um furúnculo. Para a viúva do atleta, a demora no diagnóstico prejudicou o tratamento, mas para a mãe de Flávio, só restam agradecimentos.
Maria de Sousa conta que a doença do filho surpreendeu a todos, e que mesmo com a indefinição do diagnóstico, acha que não pode culpar ninguém, pois o filho teve a devida assistência. "Só tenho a agradecer a todos que cuidaram dele. Meu filho foi feliz."
(DOL)
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