Mesmo sem seu o escudo original, o Estádio Evandro Almeida ainda impõe respeito às pessoas que passam pela Almirante Barroso diariamente. O lar do Clube do Remo ainda consegue transmitir sentimentos de amor e carinho inexplicáveis, que hoje se misturam com uma nostalgia que parece não ter fim. Recordações de um Leão forte e destemido.
Ao adentrar no Baenão ontem (22), os faxineiros amontoando várias sacolas de lixo, eram a “ressaca” visível de uma noite não muito animadora contra o Nacional, mas em que o torcedor, mais uma vez (mesmo que abaixo do esperado), compareceu para tentar se lembrar dos tempos em que o escudo do Remo era respeitado. Esse clima calmo fazia parte do ambiente azulino, que depois de seis meses das férias de julho, entra em novo recesso devido às festividades de fim de ano.
Há seis meses, esse mesmo ambiente era cercado de interrogações. Depois de uma temporada fracassada, uma nova comissão técnica foi contratada. Tendo à frente Sinomar Naves, campeão paraense, a palavra de ordem por lá era “recomeçar”. Mas, começar do zero é sempre difícil: nem plantel o clube tinha. Só sabia-se que o time jogaria pelo interior como forma de minimizar seis meses de ócio. A intenção era iniciar logo a preparação para 2012, ano crucial para esse “recomeço”.
“Nós enfrentamos equipe amadoras, mescladas com jogadores profissionais, em que a gente tirou proveito, principalmente, do desempenho da nossa equipe e projetarmos o que vamos fazer 2012”, avalia o treinador azulino. Nesse tempo, Sinomar Naves montou um time em 14 amistosos com 19 contratações feitas até aqui. Porém, para o torcedor, insatisfeito pelo empate amargo com Nacional, as dúvidas ainda persistem.
Porém, Sinomar tenta tranquilizar e garante que a esperança é bem maior do que há seis meses. “No início não se vislumbrava nada, era tudo uma incógnita, principalmente na cabeça dos mais jovens. Com o passar do tempo, a partir do momento de que a convivência foi estreitando, todos passaram a ter possibilidade de pensar em um futebol bem melhor do que dos últimos anos”, assegura. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar