Se por um lado, dentro das quatro linhas, o Clube do Remo ainda precisa melhorar, fora dela, mais especificamente no departamento jurídico do clube, o Leão vai muito bem. Quem garante isso é Ronaldo Passarinho, vice-presidente jurídico do clube. Ele sustenta a sua afirmação em cima do balanço de 2011: no início do ano, o Remo tinha 107 ações judiciais. Hoje, só restam 23, o que, segundo Passarinho, representa uma economia de mais de sete milhões.
O vice-presidente ilustra o sucesso dos 84 acordos feitos esse ano com o caso mais expressivo, o do ex-lateral do Remo Diego Azevedo: o jogador pedia 310 mil, porém só levou seis mil divididos em quatro parcelas de R$ 1.500,00. Passarinho tem na ponta da língua a receita desse desempenho: “Trabalho, dedicação e seriedade”, diz ele, que também faz questão de elogiar o trabalho dois outros dois advogados que completam o departamento jurídico azulino. “A Ilda Selene e o Pablo Coimbra são até melhores do que eu”, garante.
Além da redução nos números das ações, Ronaldo Passarinho informa que o Remo encerrou o ano sem dever nada à Justiça. “O que nos deixa mais alegre é que o acordo mensal foi todo pago. Não estamos devendo nada à Justiça do Trabalho”, revela. Em termos práticos, Passarinho explica que se esse rigor no pagamento for mantido até julho de 2012, o Leão ficará completamente administrável. (Diário do Pará)
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