Antes de conquistar o título de bicampeão brasileiro da Série B, o Paysandu passou por uma fase difícil, em 2000. Ganhou o Parazão daquele ano muito mais favorecido pelo regulamento confuso da competição do que pelos resultados dentro de campo, tanto que perdeu dois dos três jogos da final para o Castanhal, inclusive o último. Já no Campeonato Brasileiro fracassou diante do Clube do Remo na disputa do terceiro lugar. Apesar dos insucessos e de muita pressão sob jogadores e comissão técnica, a diretoria alviceleste manteve Givanildo Oliveira no comando da equipe, além da base.
Um e meio ano depois veio o resultado: Papão bicampeão paraense, bi brasileiro, campeão da Copa Norte e Copa dos Campeões. “Ganhamos um Parazão que não teve a menor graça, porque perdemos por 1 a 0 para o Castanhal. Não conseguimos a vaga para a Série A do Brasileirão, para completar ainda mais o ano ruim.
Alguns diretores e parte da torcida eram contra a permanência do Givanildo, mas ele deu continuidade ao trabalho e depois ganhou os maiores títulos da história do clube”, lembra o ex-zagueiro Sérgio, que destaca a importância da valorização das divisões de base. “Eu aprendi com o Givanildo que trazer jogador de fora requer tempo para poder existir uma adaptação ao clima local. Aqui chove muito, faz calor, então eles demoram a se acostumar. Por isso, eu acredito que com 60% de jogadores regionais dá para montar um time bom”, completa.
O experiente meio-campista Luís Carlos Trindade, ainda em atividade pelo Santa Cruz de Cuiarana, também destaca a importância da manutenção da equipe de 2000. “Isso influenciou muito porque já tínhamos um time totalmente entrosado. A diretoria foi muito coerente em permanecer com o treinador e manter a base”, encerra o jogador.
(Diário do Pará)
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