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ESPORTE PARÁ

O futebol com ar profissional

Ontem pela manhã, foi apresentada a nova comissão administrativa que tomará conta do futebol do Paysandu. Formada por seis conselheiros, a nova junta já agiu anunciando Carlinhos Dornelles como o novo diretor de futebol do clube. “(Dornelles) Está aí, já

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Ontem pela manhã, foi apresentada a nova comissão administrativa que tomará conta do futebol do Paysandu. Formada por seis conselheiros, a nova junta já agiu anunciando Carlinhos Dornelles como o novo diretor de futebol do clube. “(Dornelles) Está aí, já conversou e está fazendo um plano de trabalho. Nós vamos ter um diretor de futebol remunerado e colocamos uma pessoa que conhece futebol para exercer a função, pois não podemos ter um diretor ‘meia-boca’, um diretor que é empresário, porque ele primeiro vai pensar na empresa dele e o Paysandu fica no segundo plano”, declarou Olívio Câmara, conselheiro bicolor.

Carlinhos Dornelles chegou ao Paysandu com a experiência de ter trabalhado nove anos nas divisões de base do Clube do Remo, além de ter sido técnico no Tiradentes, Tuna e Ananindeua, quando disputou a primeira fase do Campeonato Paraense de 2012. No Paysandu, Dornelles espera colocar todos os seus conhecimentos que adquiriu na academia e no meio futebolístico para recolocar o Papão no rumo certo. “Agora estou como diretor técnico do clube para auxiliar a comissão técnica, porém ainda vou conversar com os diretores e comissão técnica para assumir como coordenador técnico, para trabalhar em um projeto macro da equipe”, explicou Dornelles sobre a sua verdadeira intenção de trabalho no Paysandu.

Para o relacionamento com a comissão técnica, Dornelles ainda vai conversar com o técnico Nad durante esses dias que precedem a apresentação do elenco bicolor, em 2 de janeiro, para mostrar uma proposta de trabalho para os garotos da base que estão treinando entre os profissionais. “Eu tive um contato preliminar. Eu vou retornar a falar com o Nad porque tenho algumas propostas, por exemplo: na parte físico-estrutural do atleta eu gostaria de trabalhar com o cross training e na parte técnico-tática trabalhar com o método chamado cognitivo situacional, que vai cair muito bem com essa garotada que está querendo um espaço aqui na Curuzu”, concluiu o novo diretor de futebol do Papão.

A ordem é planejar para não estourar o orçamento

Durante a apresentação do grupo de conselheiros que tomarão conta do futebol bicolor, Olívio Câmara também falou sobre o planejamento salarial para a temporada de 2012. Para o conselheiro, o controle da folha salarial será tratado à mão de ferro, o clube não fará mais aquela farra de contratar jogadores de fora com salários absurdos e futebol diminuto. “A primeira providência é: só pode contratar aquilo que se pode pagar”, declarou Olívio, argumentando que a falta de respeito entre jogadores e diretoria aparece quando o clube deixa de honrar seus compromissos salariais, portanto será uma política dos pés no chão.

Para a disputa do Campeonato Paraense, Olívio foi bem claro ao declarar que o Paysandu não entrará em campo com uma equipe essencialmente da base. A renovação tem que acontecer, mas a equipe precisa agregar jogadores mais experientes que possam controlar o jogo e a ansiedade dos jovens no momento certo. Por isso que o diretor de futebol Carlinhos Dornelles e comissão técnica conversarão ao longo desse final de semana para afinarem um planejamento correto para o Paysandu.

Porém, o retorno do volante Vanderson e a contratação do goleiro Ronaldo estão suspensos até janeiro, porque, para Olívio, a chegada do Rodrigo Cardoso, Mariano Rubbo, Robinho e Juliano, serão a experiência que o elenco pode precisar, evitando o envelhecimento do grupo como um todo. “Você precisa de experiência, mas não precisa ter mais que quatro jogadores, senão você não faz uma renovação”, disse. “Tem jogadores que chegam aqui praticamente em final de carreira, então não tem comprometimento. Agora qualquer contratação terá que passar pelo crivo do departamento técnico e do treinador”, completou.

Segundo Olívio, a oportunidade contratar jogadores novos, com bom futebol e baratos, está na parceria com os principais clubes brasileiros. “As pessoas não têm ideia da quantidade de jogadores entre 20 e 21 anos que estão estourando nas divisões de base do Flamengo, Fluminense, Vasco e que querem um lugar ao sol”. O conselheiro bicolor informou que nesse ano o São Paulo ofereceu ao Paysandu quatro jogadores, exigindo apenas alimentação e hospedagem, pois os salários seriam pagos pelo próprio São Paulo. “E eu acho que é aí o caminho”, concluiu Olívio. (Diário do Pará)

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