Iniciando a carreira de auxiliar-técnico em 2005, quando foi convidado para trabalhar com o técnico Tita no Remo, Charles Guerreiro assumiu o comando do Leão quando o treinador carioca foi demitido. De lá pra cá, Charles trabalhou por diversos clubes da região, na maioria das vezes como bombeiro, com a missão de apagar o incêndio de um rebaixamento. Porém, Guerreiro acredita que após o bom trabalho realizado no Paysandu, em 2010, e no Independente, neste ano, acumulou mais experiência e está pronto para voos mais altos.
Bola: Nesses seis anos como técnico profissional, qual foi a sua melhor passagem por um clube?
CG: Quando eu voltei ao Paysandu em 2010. Ganhei o título paraense e se você for ver a retrospectiva do Paysandu disputando a Série C com os treinadores com bagagem de fora, a minha campanha foi o melhor trabalho que foi feito, e infelizmente no final não conseguimos o acesso. E tive a oportunidade de trabalhar o Independente, disputando pela primeira vez um Brasileiro com dificuldades financeiras. Fizemos um trabalho maravilhoso, mais uma vez chegando à fase decisiva, mas não conseguimos subir.
Bola: O trabalho aparentemente foi reconhecido, tanto que se especulou sua ida para clubes de outros estados, como por exemplo, o Rio Branco. O que te fez optar em escolher a Tuna Luso?
CG: Fiquei mais fortalecido e experiente. Com a Série C no Paysandu eu adquiri mais experiência e conhecimento, além de divulgar um pouquinho mais o meu nome, daí apareceram alguns clubes do futebol brasileiro, como o Madureira/RJ e o Americano/RJ, mostrando interessado na minha contratação, mas acabou não acertando. No caso do Rio Branco, houve interesse. O Artur (Oliveira, dirigente do Estrelão) deu uma entrevista para a imprensa mostrando a vontade dele de montar uma comissão técnica paraense. Mas eu acho que a boa campanha do Samuel Cândido no Campeonato Paraense, conquistando o título da primeira fase, o fez mudar o pensamento e optou pelo Samuel, que é um excelente treinador.
Bola: E na Águia, como está sendo a preparação para 2012?
CG: Agora vamos pegar um desafio aqui na Tuna, de começar pela primeira vez um trabalho. Mas também com dificuldades na questão financeira, com um teto salarial de 3000 a 3500 reais. Estamos com dificuldades, começamos tarde e quase todos os jogadores já estão empregados, com clube, mas estamos tentando fazer um trabalho bom. Não de brigar para não cair, como a Tuna vem fazendo há alguns anos, nós temos que pensar alto, montar uma equipe forte para disputar título.
Bola: E Qual teu balanço de 2011 e como será a carreira daqui para frente?
CG: Eu acho que o ano foi positivo pelo que foi feito no Independente, a semente foi plantada, além quase conseguir o acesso para a Série C. E de começar um trabalho aqui na Tuna, de tentar conquistar título. Porém, estou conversando com uns amigos meus que são empresários para tentar voltar ao eixo Rio-São Paulo, para continuar fazendo o meu trabalho, até porque os trabalhos que eu fiz aqui no Paysandu e no Independente, se você faz um trabalho desses no Rio ou em São Paulo você estaria numa equipe melhor.(Diário do Pará)
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