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ESPORTE PARÁ

Caminhos do Papão em análise

Nos cinco anos da administração Luiz Omar Pinheiro houve muitas mudanças na diretoria de futebol do Paysandu. Maurício Maciel, Alacir Nahum, Clodomir Araújo, Roger Aguilera, Antonio Cláudio ‘Louro’, entre outros, são exemplos de bicolores que passaram pel

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Nos cinco anos da administração Luiz Omar Pinheiro houve muitas mudanças na diretoria de futebol do Paysandu. Maurício Maciel, Alacir Nahum, Clodomir Araújo, Roger Aguilera, Antonio Cláudio ‘Louro’, entre outros, são exemplos de bicolores que passaram pela direção alviceleste, mas acabaram saindo.

A centralização do mandatário do Papão foi um dos motivos para a saída dos dirigentes que agora acreditam numa mudança, já que uma comissão montada recentemente está no comando do futebol.

Desligado há menos de um mês da diretoria do clube, ‘Louro’ diz que tem acompanhado pouco o começo de temporada do Paysandu, mas lembra que a agremiação ficou muito endividada após mais uma eliminação no Campeonato Brasileiro da série C.

“Eles estão trabalhando na medida do possível. Só podem fazer isso mesmo. Eles não têm outra alternativa, já que estão sem dinheiro e devendo a muitos jogadores. Então, investir na base é uma medida certa”, acredita. Para o ex-dirigente, se o Paysandu tivesse obtido o acesso à série B, a base não teria essa chance que está tendo agora.

Roger Aguilera pensa o mesmo. “Se o Paysandu tivesse subido o planejamento era outro. Eu acho que agora o clube não tem dinheiro. Fizeram gastos no final do ano achando que iam subir. Por enquanto não tem como investir em contratações”, avalia.
Antonio ‘Louro’ conta que o presidente do Paysandu diz nunca ter havido centralização em seu mandato, mas o ex-dirigente acredita que ela sempre existiu.

“Eu que vivi esses quatro anos direto lá dentro, pedia algumas coisas, mas dificilmente era atendido. Ele pensava que se demitisse alguém poderia afetar o grupo. Ele ia passando a mão na cabeça dos outros e as coisas iam se arrastando. Batemos na trave por três anos porque o grupo tinha, por exemplo, trinta pessoas, mas mal dava para formar um time. Nesse problema nós erramos muito, já que a última voz era a dele, então eu não podia demitir ninguém sem a autorização dele”, condena.
O fanatismo do presidente bicolor também é destacado por Roger Aguilera, que, além da paixão de Luiz Omar pelo clube, também lembra da quantidade de dinheiro investida pelo mandatário no Paysandu.

“Ele tem o jeito dele de administrar. Eu optei por sair porque ia ter desgaste na minha gestão”, revela o antigo diretor, que ainda ajuda o clube com patrocínios.

Na avaliação de Aguilera, a saída não só para o Paysandu, como também ao Remo, é uma longa história. Para ele, o primeiro passo para uma mudança seria a construção de um centro de treinamento. “Sai ano e entra ano e é a mesma coisa. Enquanto não mudarem o estatuto do clube e começarem a garimpar valores na região, os clubes não vão sair dessa. Se o Paysandu fizer isso, aí sim vai revelar jogadores para voltar a sonhar com uma série A”, argumenta. (Diário do Pará)


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