Logo após a divulgação do público pagante de pouco mais de oito mil pessoas para o jogo entre Clube do Remo e São Raimundo, o torcedor Gustavo Reis, 39 anos, exclamou ao amigo. “Égua, não pode ter sido só isso”. O questionamento de Gustavo foi o mesmo de vários outros torcedores nas redes sociais, durante o dia de ontem. “Isso não faz o menor sentido. #transparência”, dizia o perfil @sigaremo, no Twitter.
Os torcedores compararam o público no Baenão nos dois primeiros jogos. Contra o Águia, no domingo, foram 11.191 expectadores; já no jogo de anteontem, contra o São Raimundo, 8.525 presentes, segundo números oficiais. Porém, quem esteve lá, garante que o estádio estava lotado da mesma maneira nas duas partidas. A diretoria azulina apontou o problema de energia elétrica em um dos postes da Rua Antônio Baena como responsável pela queda de público. A falta de luz atrapalhou a entrada em dois portões de acesso, o que teria feito parte do público se revoltar e arrombar os acessos.
“Já ficamos sabendo que só nisso, por baixo, cerca de mil entraram como penetras”, afirmou Paulo Mota, vice-presidente azulino. Ele ressaltou que o problema no poste de energia é de responsabilidade da Rede Celpa.
Ainda assim, Mota acredita que o público não seria tão superior ao oficialmente divulgado e ressalta quem faz o controle de renda do jogo. “Quem faz a contagem e divulgação é a Federação (Paraense de Futebol)”. Paulo Mota garante que pedirá melhores esclarecimentos a FPF na próxima reunião.
Sobre o acesso de graça de muitos torcedores, Pedro Minowa, diretor de futebol, diz que, para os próximos jogos, o Remo deve solicitar mais policiais para a segurança do estádio. “O certo é colocar guardas dentro e fora do estádio. Isso evita que penetras entrem”, assegura.
EM NÚMEROS
9.525 O público total do Baenão, somados pagantes e credenciados, foi de 9.525. No Baenão, o público parecia ser bem superior ao oficial. (Diário do Pará)
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