São 709 Re-Pas. É muita rivalidade em um dos clássicos mais disputados do mundo. Por isso mesmo, é bom colar em quem sabe o que faz com a bola nos pés. “Na primeira parte do treinamento, a gente viu que tava todo mundo meio que ‘ah, eu não sei o que vou fazer’. Quando eu entrei, tive que dar uns gritos com pessoal, porque estavam meio desligados”, narra o meia Magnum.
Magum demonstra que sabe o valor de um clássico. “É um jogo que evolve muita gente, não só no Pará, mas no Brasil todo. Tem muitos torcedores que moram foram de Belém e até fora do país. O pessoal tem que entender: não é só aqui, dentro de campo, no treinamento. É um jogo que todo ano as pessoas esperam e o jogador tem que tá ligado para isso”, ensina o meia. “Se entrar 30, 40, 50 mil pessoas ou uma, o jogador vai ter que mostrar o mesmo valor”.
Opção quase certa para o segundo tempo no jogo de domingo, Magnum até tem vontade de entrar longo de cara, mas... “Meu corpo permite até 120 minutos, só que minha cabeça é quem comanda. Ainda não estou preparado para isso”, assegura.
Alex Ruan admite nervosismo
A possibilidade existe: o garoto Alex Ruan, de 19 anos, cria das categorias de base do Clube do Remo, pode fazer a sua estreia em jogos oficiais pelo profissional com um Re-Pa logo de cara - Alex chegou a jogar alguns amistosos pelo interior no ano passado.
O titular na lateral-esquerda, Panda, está suspenso. Para a posição, o técnico Sinomar Naves só tem duas opções: Alex ou Aldivan. “O Alex pode começar, sim, jogando”, garante o técnico Sinomar Naves. O desafio deixa o garoto ansioso. “Até agora, nos treinos, tá tranquilo, mas antes do jogo, eu sei que vai dar um friozinho na barriga”, conta.
Caso a escalação de Alex seja confirmada domingo, dois atletas da base farão parte do time titular: Betinho e Alex. “Os garotos das categorias de base estão aí e sempre dissemos que poderíamos usá-los a qualquer momento”, assegura Sinomar Naves. Entretanto, torcedores e parte da imprensa não acreditam que o garoto irá jogar, pois acreditam ser uma responsabilidade que pode queimá-lo. Além disso, o fato de o jogador nem mesmo estar sendo relacionado é outro ponto que derruba Alex.
Desde os 13 anos lutando na base do Remo, Alex, porém, confia no seu taco. Ele foi um dos jogadores mais elogiados da equipe do Remo que esteve na Copa São Paulo. “A gente fez boas apresentações em São Paulo. O treinador já tinha confiança e ela só fez aumentar. Chegou minha hora”, confia. (Diário do Pará)
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