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Ex-bicolor, Magnum é candidato a xodó dos azulinos

Você quer buscar a bola? Não! Volta para a área que a bola vai chegar até você”, ensina Magnum aos companheiros de ataque no último coletivo do Clube do Remo, sexta-feira (27). Alguns minutos depois do conselho, Marciano marca um gol para os titulares. M

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Você quer buscar a bola? Não! Volta para a área que a bola vai chegar até você”, ensina Magnum aos companheiros de ataque no último coletivo do Clube do Remo, sexta-feira (27). Alguns minutos depois do conselho, Marciano marca um gol para os titulares.

Muitos já chamam Magnum de jogador “diferenciado” no atual elenco azulino. E ele, até agora, só atuou cerca de 20 minutos. Mas, mesmo assim, alguns torcedores já apostam que ele tem tudo para ser o craque do time nessa temporada. “A responsabilidade é de todos. Mas, eu sei que se entrei, agora, menos de 20 minutos e fui elogiado, vou ter que sempre mostrar a mesma capacidade, independente de jogar 10 ou 50 minutos. Então, tenho que estar preparado”, diz ele.

“Isso é bom. É uma confiança que o torcedor passa e eu também tenho que passar confiança para eles e, assim, eles continuarem indo ao estádio”, acredita.

Magnum ainda não está no melhor de sua forma física. Por isso, para o clássico de hoje contra o Paysandu, é provável que ele entre somente no segundo tempo.

Por um lado, pode até ser bom jogar apenas parte dos 90 minutos logo mais. Afinal, Magnum iniciou sua carreira no Papão, em 2003 e pode sofrer com retaliações dos bicolores, vindas das arquibancadas. “Tá pronto para ser xingado pela torcida?”, indagou uma repórter a ele na última sexta-feira, em referência aos torcedores do Paysandu. “Sempre, sempre”, assegura. “Primeiro, acho que vai ter vaias e depois, acho, que deve pintar uma faixa com ‘Magnum, seu traíra’ ou algo do tipo”, brinca.

Mas, se a torcida bicolor pode sentir algum tipo de remorso, Magnum, por sua vez, garante que o jogo terá um gosto especial. “Tem um significado diferente, sem dúvida. O início da minha carreira foi no Paysandu. Tenho um respeito muito grande por eles”, confessa. “Hoje, tenho que respeitar mais o Remo, porque é quem paga o meu salário e é a camisa que estou vestindo. O que aconteceu é passado e vou guardar com carrinho. Mas, hoje, a minha motivação é totalmente voltada para o Remo”, assegura. (Diário do Pará)

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