Depois de ter feito a sua melhor apresentação na primeira partida da semifinal e conquistado uma vantagem de poder perder por até um gol de diferença, o Clube do Remo voltou a ser o mesmo time apático. Assim, a história do segundo jogo da semifinal não poderia ser outra: o Águia de Marabá envolveu o Leão e conseguiu os dois gols que precisava para se classificar à final do turno. Para o Azulão, agora, é lutar pelo título com o Cametá. Já ao Leão, por ironia do destino, resta torcer pelo algoz de ontem: João Galvão e companhia já têm sua vaga garantida na série C e o Mapará, assim como Remo, tenta uma vaga na série D. A partida ainda foi marcada por uma grande confusão, com um jogador do Águia preso e um azulino no hospital.
Desde o primeiro minuto da partida, o anfitrião mostrava que estava determinado a passar para a final. Só nos primeiros 15 minutos, o Águia teve três grandes chances de abrir o placar. Aos 7 minutos, cruzamento pela direita na cabeça de Branco e Adriano se esticou para mandar para escanteio. Alguns minutos depois, novo cruzamento, a bola passa pelos dois zagueiros do Leão, e outra vez Branco cabeceou. Na terceira chance foi Rayro que levou perigo. Foi isso ao longo dos 45 minutos: o Águia se impondo como mandante, ganhando todas no meio de campo e o Remo jogando muito recuado. O saldo: só no primeiro tempo, foram oito escanteios em favor dos marabaenses e um gol anulado.
Descer para os vestiários sem tomar gol foi uma questão de sorte, que, no segundo tempo, só durou mais sete minutos: Wando recebeu lançamento, virou para gol, e deu um toque sutil quando o goleiro Adriano se aproximava.
O gol aumentou o domínio dos donos de casa. Aos 25 minutos, depois de cobrança do escanteio, Branco apareceu na área e faz o gol da classificação aguiana. Alguns instantes depois do gol, uma confusão paralisou a partida por cerca de vinte minutos. Tudo começou quando Betinho dividiu uma bola com o goleiro Alan. O garoto resolveu tirar satisfação, mas os jogadores reservas do e o preparador físico do Águia se meteram.
O meia Magnum chegou com uma “voaderia” para defender o companheiro e o goleiro reserva do Azulão, Miro, pegou a bandeirinha de escanteio para tentar responder. O ápice do tumulto foi uma coronhada, possivelmente com um tripé da imprensa, dada por Alexandre Carioca nas costas de Aldivan. Além de ser expulso da partida, Alexandre foi retirado do estádio pela Policia. O atleta do Remo, passou por exames em um hospital da cidade com suspeitas de fratura nas costelas.
No retorno da partida, só deu Remo. Os azulinos tentaram um gol salvador. Mas, na base do desespero, sem efeito.
Aldivan não faz queixas na polícia
Após cerca de 30 minutos de confusão durante o jogo entre Águia e Remo, parece que a sequência de agressões envolvendo jogadores das duas equipes foi resolvida por meio de uma conversa informal. A informação foi repassada pelo presidente aguiano Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, que acompanhou os jogadores na delegacia da Polícia Civil de Marabá, ontem, após o fim da partida.
Segundo o cartola marabaense, foi acertado entre os dois clubes que não haveria formalização de queixa. “O Aldivan retirou a queixa contra o Alexandre Carioca e o Branco também resolveu não denunciar o Magnum por agressão. Lamentamos a confusão e estamos tranquilos de que o nosso clube não será prejudicado pelo ocorrido”.
Sinomar fala em apatia do seu time
A quarta derrota do técnico Sinomar Naves sob o comando do Remo foi a mais grave: o time não só foi desclassificado do turno, como começa a ver ameaçado o seu planejamento de voltar ao cenário nacional, já que os azulinos lutam por uma vaga na série D. Nesse momento, o Remo perde a vaga para Cametá e Tuna. “Realmente, nossa equipe foi muito apática na partida”, admitiu Sinomar Naves.
O treinador comentou sobre o insucesso na partida e as principais falhas da equipe na derrota por 2 a 0 para o Águia. Mais uma vez, o treinador chamou atenção do seu meio de campo. “Tivemos dificuldades de ajustar a equipe, não tivemos dois jogadores que pudesse dar essa condição no meio de campo. O Magnum ainda precisa de mais um tempo. No segundo tempo, no início era necessário manter uma marcação forte e diminuir os espaços do Águia, mas não aconteceu. Não conseguimos a tranquilidade do primeiro jogo”, resumiu Naves.
Ele, que garante “ter forças para continuar no comando”, se assim, a diretoria desejar. Naves afirmou que a culpa “não é só do treinador, mas sim do Clube do Remo”. “Quem montou o elenco foi o Clube do Remo, fizemos tudo de comum acordo. Formamos um elenco dentro de um teto e sempre falamos que ainda precisávamos de mais jogadores. Eu tenho força, até por coisas que já passei na minha vida, para continuar”, concluiu. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar