Os muros do estádio Baenão amanheceram pichados com palavras de baixo calão pedindo a saída do técnico Sinomar Naves e com críticas ao meia Magnum. Mas jogadores e comissão técnica não chegaram a ler o “recado”, já que a reapresentação dos jogadores foi transferida para manhã de hoje.
Além disso, os funcionários do estádio limparam os muros onde foram feitas as pichações. Hoje, por sinal, Sinomar Naves se reunirá com os dirigentes e o presidente do clube, Sérgio Cabeça.
Aldivan: “Carioca não é meu amigo”
O jogador do Remo Aldivan, agredido covardemente por Alexandre Carioca, do Águia, comentou sobre o caso. “Foi uma situação horrível. Pensei que se tivesse levantado a cabeça, teria acontecido uma coisa pior comigo”, relatou o atleta. Aldivan realizou exames médicos na tarde de ontem após conceder entrevista coletiva. Hoje, ele saberá a gravidade do baque sofrido.
“Estou sentindo muita dor ainda, não dar pra sentar direito”, disse.
Aldivan contou que decidiu retirar a queixa contra Alexandre Carioca na Polícia de Marabá por ter se sensibilizado com os parentes do agressor. “O que me fez retirar a queixa contra ele foi quando vi os dois filhos e a mulher dele chorando, pedindo para não registrar a queixa. Eu tenho família também”, enfatizou.
Porém, o azulino fez questão de esclarecer. “Eu vi uma entrevista dele dizendo que é meu amigo. Ele (Alexandre) não é meu amigo, não. Foi uma atitude de um covarde”, afirmou o lateral, revelando que nunca teve nenhum tipo de desavença com o jogador do Águia. Eles jogaram juntos em 2009 no Paysandu. “Nunca tive nada com Alexandre. Antes, ele me ligava, porque pensou em vir para cá para o Remo também. No Paysandu, tínhamos uma relação boa”, concluiu. (Diário do Pará)
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