Mesmo ainda sem a presença física do novo treinador Flávio Lopes, os atletas do Clube do Remo treinaram normalmente ontem (15) em dois períodos no Baenão. Quem comandou os jogadores foi Benedito Gamboa, preparador físico. O novo treinador só assume a equipe na manhã de hoje. Até o inicio do segundo turno, dia 29 de fevereiro, Flávio terá 13 dias para ajustar, conhecer e dar um novo ânimo ao elenco.
Além disso, a diretoria azulina deixa a cargo do novo técnico a realização de contratações. Pelo regularmente do Parazão, o Remo ainda tem direto a oito delas. Ex-gerente de futebol no Atlético Mineiro, Lopes tem contato de possíveis reforços.
O desafio para ele, no entanto, será grande. Desclassificado do turno, o Remo viu todo o seu planejamento de mais de seis meses cair por terra, já que conquistar a Taça Cidade de Belém era a primeira meta pretendida pela diretoria para, assim, diminuir as chances de o clube não conquistar a tão desejada vaga na Série D. “Fizemos de tudo. O possível e impossível para o melhor do Remo: empréstimos em bancos, deixamos nossas famílias de lado, lutamos por salários em dia. Enfim, fizemos sacrifícios”, diz Hamilton Gualberto, vice-presidente de futebol.
Flávio terá que fazer tudo o que o ex-técnico Sinomar Naves não conseguiu em um pouco mais de sete meses à frente da equipe. “A instabilidade na equipe é o principal fator para o nosso fracasso”, analisou Gualberto. Para corrigir essa instabilidade, Lopes tem sérias decisões a tomar, entre as quais eleger os melhores jogadores para cada posição. Muitos questionavam por que Sinomar não utilizava mais jogadores da base, como Jayme, Reis, Tiago Cametá. O goleiro titular também é problema: nem Adriano, nem Jamilton convenceram. Outro empecilho é o esquema tático. Em nove jogos, o Remo jogou com praticamente três escalações na tentativa de encontrar a melhor arrumação tática. Todas sem êxitos. A última alternativa foi a que contou com três volantes.
No setor de meio-campo, aliás, há outro grande problema. Nem Magnum, nem Betinho e muito menos Cassiano, conseguiu emplacar como um autêntico camisa 10. A instabilidade da equipe, citada pelo dirigente, resulta na pressão da torcida. Após o fracasso no primeiro turno, até jogadores com mais tempo de casa passaram a sofrer censura da torcida.
ELE CONHECE
Será como um primeiro encontro para os dois lados, tanto para os jogadores, como para o novo treinador. Nenhum jogador do atual plantel do Clube do Remo já trabalhou com Flávio Lopes. O único que teve um contato mais próximo com o novo treinador é o lateral-esquerdo Panda. Ele jogou contra Lopes no Campeonato Brasileiro da Série C do ano passado, quando atuava pelo Guarani de Sobral e Flávio comandava o CRB de Natal. “Na oportunidade, ele colocou o time bastante agressivo tanto jogando fora, como dentro de casa”, conta Panda.
EM NÚMEROS
4 Vezes campeão. Flávio Lopes ganhou os seguintes títulos como treinador: Copa Sul Minas (2000), Campeão Paranaense (2001), Copa Rio Grande do Norte (2005) e Campeonato Potiguar (2005). (Diário do Pará)
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