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ESPORTE PARÁ

Remo corrige a rota em pleno voo

Na manhã de quinta-feira (16), dia em que o técnico Flávio Lopes se apresentou oficialmente ao Clube do Remo, um pequeno grupo, de cerca de sete torcedores, protestava no lado de fora do estádio: batiam nos portões de acesso ao Baenão e gritavam pedindo d

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Na manhã de quinta-feira (16), dia em que o técnico Flávio Lopes se apresentou oficialmente ao Clube do Remo, um pequeno grupo, de cerca de sete torcedores, protestava no lado de fora do estádio: batiam nos portões de acesso ao Baenão e gritavam pedindo dias melhores. Um desses gritos chamou a atenção da reportagem. A voz dizia: “Há três anos, vocês estão enganando a gente, com contratações de treinadores e jogadores que não resolvem nada”. A equipe do BOLA deu atenção para as palavras do sofrido torcedor e foi pesquisar sobre os últimos três anos do Remo e descobriu coincidências que se amontoam até hoje.
A história começa no fim do ano de 2009. Eliminado do Campeonato Paraense daquele ano e sem divisão nacional, a diretoria do Clube do Remo criou um projeto para reerguer o clube no cenário nacional. Ao invés de seis meses parado, o time ficou jogando pelo interior do estado com equipes amadoras, a fim de atingir a melhor preparação para o Parazão do ano seguinte. Para comandar essa missão, os dirigentes contrataram o técnico Sinomar Naves.
Veio o ano de 2010. O time começou bem nas primeiras rodadas do certame, mas o clássico Re-Pa mudou o panorama. O Leão perdeu feio por 4 x 2. Sinomar Naves pagou o pato e deixou o comando da equipe logo após uma sequência de resultados ruins. Para seu lugar, foi contratado Giba. O Leão ainda conseguiu a terceira posição no estadual e conquistou a vaga para a Série D. Porém, foi eliminado diante de um desconhecido Vila Aurora. No final de 2010, Giba deixou o cargo e Paulo Comelli assumiu o posto de novo treinador.
No Parazão de 2011, a história do ano 2009 se repetiu: o Filho da Glória e do Triunfo, novamente, não conquistou a vaga para série D, depois de cair nas semifinais dos dois turnos do estadual. Com um detalhe: antes do início das semifinais do returno contra o Independente, o Remo trocou Comelli por Givanildo Oliveira. Era o desespero dos dirigentes para não perder outra vez a série D. Mas, foi em vão: o Galo Elétrico envolveu o time da equipe em jogos marcados por uma polêmica apatia dos azulinos.
Mais um novo ano sem divisão. Foi ai que o mesmo projeto de 2009 foi tirado da gaveta. Outra vez, Sinomar Naves retornou ao Baenão, agora como campeão paraense. Novos jogos pelo interior; seis meses dando esperança aos torcedores. Contratações em massas, falta de organização tática e três derrotas seguidas (uma delas para o Paysandu) já eram suficientes para a queda, de novo, de Sinomar Naves. No entanto, ela só aconteceu depois da eliminação para o Águia.(Diário do Pará)



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