“Se a canoa não virar, olê olê olê olá. Eu chego lá”. É o que diz uma das mais famosas marchinhas de carnaval. A “canoa” do título da Taça Cidade de Belém do Cametá, por pouco, não virou e afundou. Foram três gols sofridos, um anulado e muitas adversidades superadas. “Sempre falei para o presidente (Orlando Peixoto) que o fundamental era o pagamento em dia. Não precisa ter ‘bicho’ ou outra coisa. Basta pagar em dia e foi o que aconteceu. A gente pagava academia, alimentação do nosso bolso, do nosso salário”, revela o meia Ratinho, o herói cametaense.
A Terra do Carnaval, claro, fez festa para receber seus jogadores. Depois de mais de 24 horas do encerramento da final, os campeões por pouco não chegaram depois de o sol raiar. Mas, ao contrário do que diz a marchinha, nenhum cametaense teve a coragem de “botar outro em seu lugar”. “Tinham quatro ônibus esperando a gente em plena noite. Foi uma festa, fogos. Carnaval prolongado”, descreveu Orlando Peixoto, presidente do Cametá.
Mas, depois da festa, o sol raiou e o carnaval em Cametá, enfim, terminou. Afinal, o segundo turno já começa amanhã, com o Mapará já garantido na decisão. “Estou muito feliz por estar já em uma final. Agradeço ao Peixoto (presidente), torcedores e, principalmente, aos jogadores, que acreditaram no nosso trabalho. Eu não tinha experiência como treinador, mas tinha muito como jogador e levei isso para o campo”. O time estreia contra o Paysandu em Belém sem o volante Paulo de Tarso e os seus dois meias Soares e Ratinho, esses dois últimos, expulsos na final. (Diário do Pará)
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