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ESPORTE PARÁ

Re-Pa será recheado de garotos das bases dos times

Chega de sombra, picolé, pupunha e x-9, o importante agora é bola rolando e hoje tem Remo e Paysandu no estádio Mangueirão, às 16h. Para este confronto, válido pelo returno do Estadual, existem muitas coincidências em jogo, desde o a estreia de atletas e

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Chega de sombra, picolé, pupunha e x-9, o importante agora é bola rolando e hoje tem Remo e Paysandu no estádio Mangueirão, às 16h. Para este confronto, válido pelo returno do Estadual, existem muitas coincidências em jogo, desde o a estreia de atletas e técnicos no maior clássico da Amazônia ao mesmo interesse dos dois clubes na vitória, para confirmar a boa fase e se aproximar à classificação à fase seguinte.

No Leão, o técnico Flávio Lopes faz a sua estreia em Re-Pa, assim como Lecheva, do Paysandu. Este jogo será um tira-teima dos dois comandantes que assumiram os clubes em situações delicadas, mas agora estão bem e querem construir o seu espaço no futebol local.

Outras estreias ocorrerão na partida. Pelo lado azulino, seis jogadores atuam pela primeira vez em um Re-Pa: o zagueiro Edinho, o lateral Cametazinho, os volantes André e Jonanthan, o médio avançado Reis e o centroavante Fábio Oliveira. O destaque está para o experiente Fábio Oliveira, que apesar de ter virado ídolo e sido artilheiro pelo Remo em 2007, só agora vai disputar o famoso clássico.

Pelo lado do Papão, a estreia fica mesmo para o avançado Adriano Magrão. Apesar do elenco ser formado essencialmente por garotos da base bicolor, todos estiveram em campo no Re-Pa do primeiro turno. Magrão vai para o jogo sedento de gols, pois ainda não conseguiu marcar tentos com a camisa alviceleste.

Portanto, o panorama da partida será de muito empenho e vontade de vencer, porque a vitória para o Clube do Remo praticamente coloca o Leão nas semifinais e ainda avaliza o bom trabalho que Flávio Lopes faz. No Papão, um bom jogo contra os arquirrivais vai empurrar o time ladeira acima, deixando o elenco confiante para a segunda fase da Copa do Brasil. E para você, torcedor, quem fará o Mangueirão tremer hoje à tarde?

Como é bom poder correr atrás dessa redonda
Luis Fernando Veríssimo já afirmou que tão bom quanto sentir o cheiro da primeira bola de futebol era correr atrás dela. Chovia muito na última sexta-feira em Belém. Mas dois garotos, o azulino Reis, 19, e o bicolor Thiago Costa, 18, perseguiam a danada no gramado do Magueirão. No final, prefiram ficar com a paz do local e deixar a disputa para o Re-Pa da tarde de hoje.

“Somos amigos, a gente se liga. Mas dentro de campo é outra história. Já joguei contra ele (Thiago), é um bom o zagueiro e, no Remo, fomos campeões em cima dele”, provoca Reis. “É, ta na hora de dar o troco”, revida Thiago. Os garotos se referem aos confrontos entre Leão e Papão no Campeonato Paraense sub-17 de 2010. Hoje, depois de dois anos, eles se reencontram pela primeira vez como profissionais.

“É um jogo de extrema importância não só para mim, mas para todos os garotos da base. Temos que chegar e mostrar que estamos preparados para vestir essa camisa”, expõe o meia do Leão. “Desde quando a gente é da base que encaramos o Re-Pa como um jogo especial. No profissional é mais amor, raça, dedicação. A gente joga dando a vida”, garante o zagueiro do Papão.

Thiago e Reis fazem parte da nova ordem que impera no Re-Pa: o espaço cada vez maior para as categorias de base. No clássico de logo mais, dos 22 jogadores em campo, nove são frutos da base. Tiago Cametá, Jonhatan, Betinho e Reis pelo Remo; Paulo Rafael, Pikachu, Thiago Costa, Billy e Brayan pelo Paysandu. Desses, sete subiram da base esse ano. Billy e Brian eram os únicos que atuavam pelo time bicolor desde o ano passado.

A decadência do futebol paraense proporcionou isso. Mas, “Deus escreve certo por linhas tortas. Tem jogadores que são bons, mas que não vestem a camisa como nós, que fomos criados aqui”, assegura Reis. Como Veríssimo disse, “correr atrás da primeira bola é o que todos nós continuamos fazendo, tamanhos homens, até hoje”. Que Reis, Thiago, Betinho, Billy e todos os outros, continuem correndo atrás da bola até a vida adulta. O futebol paraense agradece. (Diário do Pará)

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