O que torcedor não faz pelo seu clube? Uns ficam caracterizados com o uniforme no time, outros pintam o rosto, corpo com tatuagens, cabelos e a casa. Mas até aonde vai o amor pelo clube? Você, torcedor fanático, colocaria um distintivo do clube que ama em uma prótese dentária? Ou seria tão apaixonado que registraria o seu filho com o nome do time que torce?
Então, para esta edição especial do Re-Pa, o BOLA encontrou dois personagens distintos. Um tem cinco anos, o Reminho, e o outro tem 62 anos e demonstra toda sua paixão pelo Paysandu com bugre, cabelo, casa de verão nas cores azul e branco, e ainda o símbolo do Papão preso no dente. Torcedor tem limites?
MEU NOME É DAVI REMO!
Tudo começou antes mesmo de o funcionário publico Sérgio Barbosa, 39, conhecer a sua atual esposa, Mônica Santos, 33. Sérgio, no tempo de solteiro, conheceu um lojista chamado Remo César. Azulino roxo, o funcionário público achou interessante o nome do colega e acabou fazendo uma promessa. “Quando eu tiver um filho ele vai se chamar Remo”.
Depois disso Mônica Santos entrou na vida do torcedor azulino e, com sete anos de casados, veio o primeiro filho. “Antes de a minha esposa ficar grávida, eu falava para ela que o meu primeiro filho teria o nome Remo”, disse Sérgio. Inicialmente, Mônica não gostou muito da ideia, até que depois de uma negociação entre o casal o registro ficou pronto: Davi Remo Queiroz Santos.
Hoje, com cinco anos, Reminho, como é chamado por amigos e familiares, sempre que pode, acompanha o pai aos jogos do Leão e entra em campo com os jogadores, como mascote. Para o empolgado torcedor, Reis é o seu jogador preferido. “Eu gosto daquele que tem o cabelo igual ao do Neymar”, disse Davi, que ainda este ano deve entrar na escolinha de futsal do Remo. “Eu quero fazer muitos gols”, sonhou. (A.S.)
UM SORRISO BICOLOR
Bicolor desde os seis anos, seu Toninho Ribeiro, comerciante, é figurinha repetida nos jogos do Papão na Curuzu ou no Mangueirão. Desde criança, Toninho pulava o muro da Curuzu para acompanhar os jogos do Papão. “Tinha vezes que nós tínhamos que sair correndo porque os policiais vinham com os cassetetes ao alto, atrás da gente”, relembrou.
Hoje, com 62 primaveras completadas, Toninho não perde um jogo do Paysandu, “Só não vou se eu não conseguir levantar da cama”. E faz questão de pagar o seu ingresso, mesmo sendo aposentado. “É uma forma que eu tenho para contribuir com o meu clube”, declarou o comerciante, que também mostrou as outras formas que tem de homenagear o time.
“Para o Re-Pa, eu vou de Toninho Love”, afirma, mostrando as tranças no cabelo com detalhes em azul e branco. Além do cabelo, o aposentado tem um bugre totalmente implementado com cores e itens que remetem ao Paysandu, uma casa em Mosqueiro decorada e pintada na cor alviceleste e ainda tem um dente com um distintivo bicolor. “Eu tinha uma chapa no dente e, como estava desgastada, eu tive que trocar. Na troca, eu mandei fazer um símbolo de ouro e coloquei”, explicou Toninho que já tem a prótese há dois anos. (Diário do Pará)
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