Sinomar Naves é o novo treinador do Cametá. O profissional começou o Campeonato Paraense 2012 no comando do Clube do Remo, mas foi dispensado logo após a desclassificação para o Águia de Marabá, nas semifinais do primeiro turno.
Com 58 anos de idade, Sinomar começou sua carreira como treinador em 1987, quando assumiu a Tuna Luso no Campeonato Brasileiro, levando a equipe às semifinais.
Na sua longa trajetória como treinador, Naves também dirigiu o Pedreira, Ananindeua, Paysandu, Abaeté, Goiânia e Independente Tucuruí., sagrando-se bi-campeão paraense. Confira abaixo a entrevista exclusiva que o treinador concedeu para o DOL:
DOL-Como está o começo de trabalho no comando do Cametá?
Sinomar Naves: Na realidade, eu cheguei na véspera do jogo contra o São Raimundo e não pude fazer nenhum treinamento tático com a equipe. Eu apenas fiz uma conversa com os jogadores para levantar a autoestima, que estava muito baixa.
Qual o teu planejamento para os jogos finais?
Primeiramente, vou poupar três ou quatro jogadores que estão pendurados com o terceiro cartão amarelo nesta última rodada do segundo turno. Depois, vamos ter um mês de treinamento e três amistosos para nos prepararmos para os dois jogos da final.
Como está o clima do grupo? Existe divisão?
Eu não gosto de comentar o passado, porque eu não estava no comando da equipe. É até uma questão ética.
Mas eu vou conversar muito com o grupo para o que vai ser o futuro, sobre a importância de ser campeão paraense. Vou tentar estimulá-los mostrando os ganhos que vão ter para sua vida profissional caso conquistem o titulo.
Já avaliaste que podes ser novamente campeão paraense?
Eu aceitei vir para o Cametá porque eu confio no grupo – já trabalhei com vários jogadores que estão aqui -, mas também pelo desafio de disputar o título e pela possibilidade de ser bi-campeão paraense de forma consecutiva.
Eu já conversei com o grupo e com a diretoria, e sabemos que não vai ser fácil, mas vamos nos empenhar ao máximo para conseguirmos o título.
Qual o segredo para conquistar o Parazão?
Temos que fazer uma boa preparação para as finais, ter espírito vencedor e colocar em prática tudo o que vamos treinar neste mês que teremos para nos preparar.
Na sua opinião, porque foi demitido do Clube do Remo?
Não tenho nada a declarar sobre o Remo.
O prestígio dos técnicos paraenses está crescendo?
Acho que não. Os treinadores locais não são valorizados como deveriam. Os títulos que nós conquistamos são sempre desvalorizados: dizem que os campeonatos foram menos disputados e que tivemos sorte, ao invés de enfatizarem a nossa competência.
Os treinadores que vem de fora e conquistam títulos são mais valorizados que os da terra.
O que precisa melhorar no futebol paraense?
Precisa melhorar a estrutura de trabalho e ter gestões mais profissionais. Só assim as equipes vão ficar mais competitivas.
O Campeonato Paraense precisa ser mais aberto e dá oportunidade para novas equipes. Eu acho que cabem 10 ou 12 equipes na fase principal do Parazão. (Felipe Melo/DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar