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ESPORTE PARÁ

Betinho anda magoado com a torcida azulina

A vida é feita de altos e baixos, já disse um pensador anônimo. Há momentos em que tudo perece perfeito e outros onde nada dá certo. Na última semana, o meia Betinho aos 20 anos, um dos garotos criados nas categorias de base do Clube do Remo, passou a sen

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A vida é feita de altos e baixos, já disse um pensador anônimo. Há momentos em que tudo perece perfeito e outros onde nada dá certo. Na última semana, o meia Betinho aos 20 anos, um dos garotos criados nas categorias de base do Clube do Remo, passou a sentir na pele essa experiência de vida. Tido com uma das grandes revelações do clube, por seu talento, Betinho sempre foi bastante elogiado no Baenão.

Contudo, no penúltimo jogo do Remo, na fase classificatória do segundo turno contra a Tuna Luso, o garoto não jogou bem e teve que ouvir xingamentos e vaias da torcida. O atleta sentiu a pressão e chorou após o jogo. O técnico Flávio Lopes, então, decidiu poupar o jogador no último duelo diante do São Francisco.

“Expliquei para o Betinho que ele vai ter muitas dificuldades na vida e que precisa estar cada vez mais preparado. Ele me disse que estava chateado. Não posso colocar um atleta chateado e triste, porque corro o risco de ficar com apenas dez jogadores em campo”, justificou Lopes.

Para os próximos jogos – dois das semifinais do Parazão e um da Copa do Brasil – o treinador ainda não garantiu o retorno imediato do meia. Até lá, Flávio faz o papel de psicólogo do garoto. “Às vezes um atleta pode não estar bem tecnicamente, mas pode dar uma resposta com determinação e aplicação. Em clube de massa, você ganha o torcedor dessa forma, porque nem sempre você vai jogar bem. Conversei muito com ele (Betinho). É um bom menino. Nós vamos precisar desse atleta”, assegura o treinador. Por enquanto, Magnum segue sendo o seu substituto. “O Betinho precisa acelerar porque todos nós temos dificuldade na vida, mesmo sendo jovem. Ele tem que entender que é preciso superar isso”, conclui Lopes.

Volta por cima será em Santarém
Hamilton Gualberto, vice-presidente de futebol do Clube do Remo, afirma ter aprovado a decisão do técnico Flávio Lopes em deixar de fora o meia Betinho do jogo contra o São Francisco. Para Hamilton, porém, a atitude da torcida foi injusta.

“Se tivesse que vaiar, tinha que ser todo o time, desde o número um ao número 11, que esteve mal e não só o Betinho, e em quem a gente aposta”, expõe

Ainda segundo o vice-presidente de futebol, existe uma preocupação do departamento de futebol do Leão com o lado psicológico e emocional dos atletas, principalmente com os mais novos.

“Existe uma preocupação. Eu conversei com o Betinho sobre isso. Ele me disse que essas críticas não o abalaram. Mas, a gente sabe que elas abalam os mais experientes, imagina os jogadores mais jovens. Por isso, foi bom ele não ter jogado ontem (domingo). Agora, vamos ver se em Santarém, longe da torcida, ele volta a ter o seu desempenho normal”, analisa. (Diário do Pará)

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