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ESPORTE PARÁ

Bebida alcoólica ainda é realidade em estádios

O Estatuto do Torcedor expõe no seu Artigo 13-A, inciso II, no capítulo referente à segurança do torcedor, oque não pode adentrar em Praças Esportivas em dias de jogos: “São condições de acesso e permanência do torcedor no recinto esportivo, sem prejuízo

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O Estatuto do Torcedor expõe no seu Artigo 13-A, inciso II, no capítulo referente à segurança do torcedor, oque não pode adentrar em Praças Esportivas em dias de jogos: “São condições de acesso e permanência do torcedor no recinto esportivo, sem prejuízo de outras condições previstas em lei: não portar objetos, bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência”.

No entanto, a reportagem do BOLA se deparou com torcedores que vão de desencontro com o proposto pelo governo brasileiro. No jogo da última quarta-feira (11), entre Remo e Bahia, pela Copa do Brasil, não foi diferente. As lentes dos fotógrafos registram o desrespeito ao Artigo 13.

Em vigor desde julho de 2010, Lei n.º 12.299/2010, foi responsável por modificar vários pontos do Estatuto do Torcedor, entre eles, a proibição da venda de bebidas alcoólicas nos Estádio, sob a justificativa de ser um dos fatores que pode gerar violência. O Ministério Público Estadual alega que tem feito um bom trabalho em conjunto com a Polícia Militar de fiscalização, porém, as situações flagradas pelos fotógrafos são pontuais. “Todos os jogos grandes são feitas reuniões com todos os envolvidos. Mesmo assim, infelizmente, ainda existem pessoas que querem desrespeitar. É questão de fazer uma avaliação eterna”, expõe Marco Aurélio Nascimento, promotor do direito do consumidor do MPE.

Segundo Marco Aurélio, os torcedores passam pela revista da Polícia Militar de maneira clandestina. “O Mangueirão é muito grande. Não sabemos exatamente como, mas. de maneira clandestina, os torcedores escondem isopor e passam pela revista da polícia porque querem beber assistindo o jogo”, revela o promotor. O tema divide opinião entre os torcedores. A maioria dos entrevistados foi a favor da liberação. “A bebida não faz ninguém tomar as medidas violentas, mas sim a pessoa que já vai para o estádio com a intenção de fazer confusão com ou sem bebida. Sou a favor de voltar a bebida. Estádio é um lugar público de lazer como outro qualquer”, opina o estudante bicolor Hiran Lobo, 22 anos. Contudo, o promotor do MPE garante que desde o ano de 2008, quando foi proibido vender bebidas nos estádios de Belém, o número casos de violência diminuiu.

A punição, porém, para quem é flagrado bêbado é pequena: o torcedor é convidado a se retirar do estádio e ou tem a sua bebida apreendida. (Diário do Pará)

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