Foi vexatória a primeira derrota do Clube do Remo ao comando do técnico Flávio Lopes. O time azulino, que claramente entrou na partida única e exclusivamente para se defender e tentar surpreender num contra-ataque, perdeu de 4 a 0 para o Bahia, quinta-feira (19) à noite, no estádio Pituaçu, em Salvador (BA), resultado que eliminou o Leão da Copa do Brasil.
Assim como aconteceu no primeiro tempo da partida de ida, em Belém, o Bahia também dominou os 45 minutos iniciais do confronto da volta. Os donos da casa criaram mais jogadas, finalizaram mais vezes, envolveram o meio campo adversário, que foi salvo pelo goleiro Adriano, responsável por praticar boas defesas.
Porém, apesar da pressão do Tricolor da Boa Terra, foi do Remo a melhor oportunidade de gol no primeiro tempo. Aos 12 minutos, Reis recebeu lançamento de Thiago Cametá, ficou sozinho, frente a frente com o goleiro Marcelo Lomba, mas chutou muito mal, na direção do arqueiro, que não teve muita dificuldade alguma para segurar a bola.
Na etapa final, o Bahia seguiu mais presente no campo de ataque, enquanto o Leão continuou preso na defesa, com a estratégia de explorar os contra-ataques, plano que não funcionou. Depois de tanto insistir, o time da casa marcou o primeiro gol. Em jogada rápida, pela direita, Madson cruzou para Lulinha chutar rasteiro e abrir o placar, aos 13 minutos. Já aos 28 os baianos ampliaram com Rafael Donato, de cabeça.
A porteira se abriu dois minutos depois. Em outra cobrança de escanteio, Júnior subiu mais alto que a zaga e cabeceou para o fundo das redes. Com o Remo totalmente perdido, desorganizado e desestruturado em campo, aos 34, Diego Barros falhou, Vander driblou Adriano e encerrou a goleada.
Demorou a cair. E quando caiu...
Sob o comando do técnico Flávio Lopes, o Remo completou 13 disputas com o jogo de quinta-feira (19). Foram seis vitórias, seis empates e uma derrota, justamente a goleada sofrida para o Bahia por 4 a 0. Nas disputas anteriores, antes do confronto com os baianos, além de ter mantido a invencibilidade, o Leão havia sofrido dois gols em uma mesma partida apenas uma vez, no clássico contra a Tuna.
Diante dos baianos, a atuação dos remistas foi desastrosa. Com três volantes e um meia atuando próximo ao ataque, o Remo foi facilmente dominado pelo adversário, porque não tinha criação. “Não conseguimos converter as oportunidades criadas em gol”, lamentou o volante Jhonnatan, na tentativa de explicar o placar adverso.
“Infelizmente, o que fizemos no primeiro tempo não conseguimos repetir no segundo. A bola parada deles é muito forte, eles jogaram com toda força. A gente parou um pouquinho de marcar na frente, como a gente vinha fazendo. Quem marca, vence”, completa o meio campista Magnum.
Apesar do esquema montado para se defender, o técnico Flávio Lopes diz que a intenção dos azulinos era marcar pelo menos um gol na etapa inicial. Contudo, na prática, o Remo claramente mostrou que o plano da equipe era explorar as jogadas de contra ataque. “Eu não poderia forçar desde o início, porque se fizesse isso, o time não aguentaria. Infelizmente perdemos a marcação individual, falhamos nos dois gols de escanteio e depois virou goleada”, argumenta o treinador. (Diário do Pará)
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