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ESPORTE PARÁ

Remo: equipe titular será definida nos vestiários

A equipe titular do Remo deve ter algumas mudanças para o primeiro jogo da final contra o Águia, em Marabá. Por ter cometido algumas falhas na goleada sofrida para o Bahia e também devido ao desgaste físico, o lateral-esquerdo Aldivan pode perder a vaga p

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A equipe titular do Remo deve ter algumas mudanças para o primeiro jogo da final contra o Águia, em Marabá. Por ter cometido algumas falhas na goleada sofrida para o Bahia e também devido ao desgaste físico, o lateral-esquerdo Aldivan pode perder a vaga para Alex Ruan ou até mesmo para o zagueiro Juan Sosa.

A decisão do técnico Flávio Lopes ainda depende do departamento médico do clube, que está tratando da contusão do zagueiro Edinho na coxa esquerda, porque caso o atleta não tenha condições de atuar, Sosa pode voltar à sua posição de origem.

Ciente da necessidade de construir um bom resultado no jogo de ida, o treinador avisa que é preciso ter calma para não errar nas suas escolhas. Apesar de ter sofrido uma goleada no último confronto, o comandante remista vai tentar manter as estratégias usadas no Parazão. “Não podemos cair no desespero, principalmente a começar por mim. Não posso fazer coisas que depois possam fazer eu me arrepender. É um alerta para entrarmos mais fortes”, explica.

O restante do time deve ser o mesmo que perdeu na Copa do Brasil, mas com a saída do volante Adenísio no meio campo para a entrada de Cassiano no ataque, além do retorno do volante André, que ficou de fora da partida de Salvador (BA) porque estava suspenso.

ESTÁ EM JOGO A VAGA NA SÉRIE D

O pontapé inicial vai ser dado às 16h deste domingo, no Zinho Oliveira, quando Águia e Clube do Remo começam a briga pelo título do segundo turno do Campeonato Paraense 2012. Em situações opostas, as duas equipes voltam a se encontrar pela 31ª vez na história, em partidas oficiais, e pelo quinto jogo somente no Parazão deste ano. Como a disputa será em 90 minutos e o Leão fez a melhor campanha do segundo turno, os remistas têm a vantagem de jogar por dois empates, tanto no duelo de hoje, como no do próximo domingo (29), no Baenão.

Embalado pela classificação em pelo Mangueirão diante do Paysandu, o Azulão, mais uma vez, chega à final de um turno deste campeonato, assim como já havia acontecido no primeiro. Sem a regalia de poder fazer dois resultados iguais para ficar com o título, o Águia vai a campo com o propósito de sufocar o Remo no próprio setor defensivo desde os primeiros minutos do embate, com a intenção de deixar o adversário ainda mais desgastado fisicamente.

Os visitantes, por outro lado, tiveram atuações apáticas nas duas últimas rodadas. Perderam de 4 a 0 para o Bahia, na Copa do Brasil; conseguiram a classificação para a decisão do segundo turno depois de empatarem os dois jogos com o São Francisco, inclusive o da volta, em casa, quando os azulinos foram sufocados pelo Leão Santareno no segundo tempo.

Em trinta jogos disputados entre remistas e marabaenses, foram oito empates, 18 vitórias do Leão, contra apenas quatro do Azulão. Apesar da superioridade do Remo nos confrontos, os poucos triunfos do Águia aconteceram em partidas decisivas. Foi assim na final do segundo turno do Parazão 2010, quando o Azulão ficou com o título do segundo turno, e na semifinal do primeiro turno deste ano, partida que terminou com vitória e classificação dos marabaenses para a decisão. Em 2008, o Remo também já venceu o adversário de hoje em uma partida decisiva, a final do Campeonato Paraense. E hoje? Qual será o destino final das equipes? Veremos.

ESQUECENDO O BAHIA EM 1,2,3...

Se tivessem perdido a última partida por um placar simples, com uma diferença de um ou até dois gols, os jogadores do Remo não teriam ficado tão abatidos como ficaram após a goleada sofrida para o Bahia, por 4 a 0, na última quinta-feira (19). A derrota não doeu por que causou a eliminação do time na Copa do Brasil, até mesmo porque os próprios azulinos disseram e repetiram várias vezes que o principal objetivo deles era conquistar o título do Campeonato Paraense, mas sim por ter sido da forma como foi: humilhante.

Para evitar que o resultado de Salvador (BA) reflita na atuação do time na tarde deste domingo, o técnico Flávio Lopes conversou com o grupo ainda no vestiário do estádio Pituaçu. “Essa já ficou para trás, nós temos que olhar para frente”, disse ele aos seus comandados. O zagueiro Juan Sosa acatou bem a ‘ordem’ do chefe. “É virar a página, acabou a Copa do Brasil. Temos que focar no nosso objetivo que é o título estadual para conseguirmos calendário no segundo semestre”, ressalta.

Apesar da experiência curta como jogador profissional, o meio campista Reis pede ao grupo que mantenha o ritmo de trabalho, porque o desafio diante do Águia é muito importante para os remistas. “A gente tem que esquecer o Bahia, já passou. É só focar no trabalho contra o Águia de Marabá, um adversário difícil. No último jogo que atuamos lá ganhamos deles”, enfatiza.

REESCREVENDO A HISTÓRIA

Foi em Marabá, contra o Águia, a primeira partida do Remo sob o comando do técnico Flávio Lopes e também a última dos azulinos naquele município. Para o treinador, as recordações daquele jogo são ótimas. “Tivemos a felicidade de vencer por 4 a 1 na casa de um adversário muito difícil”, lembra. Por outro lado, também foi no estádio Zinho Oliveira o jogo de volta da semifinal do primeiro turno do Campeonato Paraense 2012, quando o Leão não só perdeu dentro do gramado, como apanhou e bateu fora do campo.

Naquele dia 12 de fevereiro os jogadores protagonizaram cenas de vandalismo na casa do Azulão, dentro das quatro linhas. A partida foi interrompida por alguns minutos, quando o meio campista Magnum, do Remo, acertou um chute no atacante Branco, do Águia. O pior aconteceu ao final da confusão, depois que o volante do time marabaense, Alexandre Carioca, acertou impiedosamente pelas costas o lateral-esquerdo remista Aldivan com um tripé de câmera de uma emissora de televisão. A disputa saiu do Zinho Oliveira, passou pela delegacia e terminou na Justiça Desportiva, que liberou todos os envolvidos na confusão daquela partida.

Hoje à tarde Magnum estará em campo, assim como Alexandre Carioca e o preparador físico Roberto Ramalho, que também se envolveu na briga, para um confronto mais importante do que os dois últimos, o primeiro jogo da final do returno do Parazão. Liberado por um efeito suspensivo (ainda pendente de julgamento), Magnum diz que é inevitável não pensar naquele jogo, mas as intenções dele são outras. “Eu espero fazer agora em Marabá bem diferente do que aconteceu no passado. Sei que vai ser difícil apagar isso por um bom tempo, mas eu quero escrever uma nova história. Então, isso vai me dar confiança e condições para continuar”, promete. (Diário do Pará)

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