Nas três últimas partidas entre Águia e Clube do Remo em Marabá houve pelo menos um registro de desordem.
A primeira ocorreu nas semifinais do primeiro turno, durante a pancadaria que envolveu remistas e marabaenses, e terminou na delegacia. A segunda confusão ocorreu na partida válida pela fase classificatória do returno, quando o atacante azulino Cassiano sofreu preconceito racial. Domingo (22), por pouco, os dirigentes de ambos os clubes não se agrediram ao final da partida. Houve até discussão entre o diretor do Leão, Pedro Minowa, com um fotógrafo.
Tudo ocorreu devido à insatisfação dos visitantes com o árbitro Marco Antônio da Silva Mendonça, que expulsou o volante André, após cometer uma falta, e o goleiro Adriano, por ter simulado, na avaliação do juiz, uma agressão por parte do atacante Branco. Além disso, os dirigentes do Remo foram impedidos de entrar no vestiário logo após o jogo porque os portões haviam sido fechado.
O meio-campista Reis, além de criticar a arbitragem, condena a atitude dos marabaenses e já considera o Remo como campeão. “Eles são muito encrenqueiros, não sabem perder. Todas as vezes que jogamos aqui eles arrumam uma confusão para causar tumulto, mas a gente tem que saber lidar com essa situação de jogar aqui dentro. Agora lá dentro do nosso campo vai ser diferente, porque vamos fazer uma boa partida e com certeza seremos campeões”, promete. “A arbitragem é sacanagem. O Branco deu um soco e depois cuspiu na cara do Adriano. Então, a gente se chateia com essas coisas, mas vamos levar a decisão para dentro de casa, diante da nossa torcida, onde nós mandamos. Lá não vai haver essa palhaçada que teve aqui hoje (ontem)”, dispara.
O técnico Flávio Lopes disse que há muito tempo não havia visto uma vergonha como a de ontem. Embora tenha saído de campo com a vitória, ele está decepcionado com o que aconteceu. “Dá vontade até de parar de mexer com futebol. Estou tranquilo pelo resultado, mas indignado pelo que vi. O árbitro fingiu que não viu o Branco e ainda expulsou o Adriano. Às vezes, a gente quer incentivar e elogiar os árbitros daqui, mas, poxa, eles têm de saber lidar com isso. O causador de todo esse transtorno infelizmente mostrou que não tem condições de apitar jogo deste nível”, critica. (Diário do Pará)
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