"Se fosse no Baenão, a torcida do Remo ficaria frustrada, porque nem todo mundo teria a oportunidade de assistir ao espetáculo”. Apesar da afirmação do presidente Sérgio Cabeça e da redução no valor dos ingressos, alguns torcedores do Clube do Remo não gostaram da mudança do local da partida.
O estudante azulino Paulo Melo questiona o fato de o Leão não poder jogar no próprio estádio. “Onde já se viu isso? Se o problema é a capacidade, por que houve jogo no Zinho Oliveira que cabe quatro mil pessoas?”, indaga. Embora o Olímpico proporcione mais renda ao Remo, Paulo pensa apenas na conquista do Parazão. “O Remo está mais carente de título do que de dinheiro. São quase dois anos sem nem disputar uma final de turno. No Baenão, teria pressão da torcida, mas o Mangueirão é praticamente um campo neutro, e o time do Águia é muito frio”, detalha, preocupado.
Outra estudante, Milene Sousa, diz que os remistas preferiam ganhar o título em casa. Para ela, os azulinos estão penalizados pela falta de organização por parte dos responsáveis do evento. “Não podemos ver a final no nosso estádio por causa do despreparo deles. Alegar que falta segurança é ‘papo furado’. Águia jogou no Zinho, Paysandu disputou uma final contra o Cametá ano passado, na Curuzu; também jogou com o Salgueiro em casa, partida que foi até mais importante do que uma final de turno”, exemplifica.
Segundo o presidente do Remo, a diretoria conversou com jogadores e comissão técnica sobre o assunto. Na sexta-feira (27), pela manhã, o grupo vai treinar no Mangueirão. (Diário do Pará)
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