Até o início da noite de ontem, o Jurídico do Águia de Marabá ainda buscava uma liminar para suspender a decisão do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD/PA), que liberou os até então suspensos jogadores Adriano (expulso) e Cassiano (recebeu o 3° amarelo), do Remo, para a partida final da Taça Estado do Pará. Por entender que a liberação dos remistas é ilegal, caso os atletas atuem na partida deste domingo, o Azulão não descarta a possibilidade de recorrer ao tapetão para garantir o título do returno do Estadual.
“Estamos tranquilos conseguindo ou não essa liminar. Fomos orientados pelos nossos advogados a não recorrermos e deixarmos os jogadores atuarem de forma irregular para que pudéssemos recorrer, mas não aceitamos isso porque queremos restabelecer a ordem jurídica”, destacou o presidente licenciado do Águia Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha.
A decisão do TJD, da 3ª Comissão Disciplinar do Tribunal e confirmada pelo presidente Armando Rodrigues deixou os marabaenses revoltados. De acordo com Ferreirinha, na próxima semana, o clube dará entrada junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com o pedindo a intervenção do TJD/PA e enviará cópia da ação ao Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e OAB.
O presidente aguiano ainda tinha esperança de que uma liminar suspendendo a decisão pudesse sair ainda ontem, o que não foi confirmado até o fechamento desta edição. Por sua vez, de acordo com Oswaldo Sestário, advogado do Águia, o clube recorreu junto ao STJD, mas foi surpreendido com a exigência da via original da decisão do TJD, que só deve ser entregue hoje à sede da instituição no Rio de Janeiro.
Segundo Sestário, a defesa marabaense se baseia na obrigatoriedade do cumprimento de suspensão automática. “A RDI 05/2004 diz que o jogador expulso de campo, assim como advertido por três vezes com cartão amarelo, pelo árbitro, ficará automaticamente impedido de participar da partida subsequente da mesma competição. Portanto, estão querendo burlar a lei”. (Diário do Pará)
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