O treinador Flávio Lopes e a sua comissão técnica vão reunir com a diretoria do Clube do Remo, hoje de manhã, no Baenão, para discutir a situação do goleiro Adriano e do atacante Cassiano e, assim, tomar uma decisão sobre a participação ou veto deles na partida contra o Águia, amanhã. Ontem, no Mangueirão, ambos participaram normalmente do treino coletivo, um dia após terem sido absolvidos pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Pará (TJD/PA), porém o comandante remista foi enfático ao falar sobre formação da equipe titular.
“Essa parte do Cassiano e do Adriano é uma questão jurídica, em que os responsáveis vão definir. São eles os membros da diretoria do Remo. Eu, simplesmente, só os coloco em campo se tiver 100% de certeza que não vamos ter prejuízos”, ressalta. Segundo o treinador, o vice-presidente de futebol e advogado azulino, Hamilton Gualberto, já deu certeza a ele de que não haverá problemas, mas ainda assim Flávio vai aguardar até o quanto puder antes de decidir. “Eu também trabalhei com outros jogadores, porque se por um acaso acontecer alguma coisa adversa, não posso ser pego de surpresa em momento algum. Então, testei duas situações”, completa.
Sobre a sua pena de quatro jogos de suspensão e mais multa de R$ 100, o treinador acredita que o árbitro Marco Antônio da Silva Mendonça se irritou com ele por conta das entrevistas concedidas pelo treinador ao final do jogo. “Fiquei assustado porque não fui expulso, terminei o jogo no banco de reservas, mas mesmo assim acabei julgado. Após a partida, ele tem 24 horas para escrever o que quiser na súmula. Acho que ele ouviu o que eu falei e ficou chateado comigo”, crê.
Apesar da afirmação do treinador azulino, o relatório do juiz detalha a expulsão de Flávio Lopes na partida de ida, contra o Águia, após a jogada em que o goleiro Adriano caiu em campo, quando o técnico adentrou ao gramado para tentar controlar os ânimos dos seus jogadores. (Diário do Pará)
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