Vários árbitros do futebol mundial, mais especificamente do brasileiro, têm apenas duas interpretações para a queda de um jogador durante uma disputa pela bola com outro atleta, numa jogada de ataque contra defesa: a primeira consiste na existência de infração no lance; a segunda é vista como uma tentativa de simulação daquele que foi ao chão. Portanto, nessa jogada, ou juiz marca falta ou então pune a quem tentou, em sua análise, induzi-lo ao erro, ainda que exista a possibilidade da queda ter ocorrido por outro motivo, muitas das vezes ignorado por grande parte da arbitragem.
Essa terceira interpretação foi feita pelo presidente, em exercício, do Tribunal de Justiça Desportiva do Pará (TJD/PA), Afonso Marcius Vaz Lobato, que, após ter analisado o lance resultante do cartão amarelo aplicado ao atacante Cassiano, excluiu a decisão do árbitro, em uma decisão inédita. Vaz entendeu que o jogador do Clube do Remo nada pôde fazer na jogada em que ele caiu dentro da grande área, após uma disputa com o adversário, e em seguida, recebeu o cartão amarelo.
“Eles viram que foi sacanagem o que fizeram comigo. Nem pedi pênalti, sabia que ele não ia dar, mas eu caí porque doeu. Eu já estava com medo de tomar o cartão, mas na hora não teve jeito, estava doendo muito. Se o juiz deu o cartão, fazer o quê? Eles precisam olhar mais, isso prejudica a gente e o clube também”, reclama Cassiano.
Apesar da felicidade do atleta pela reviravolta, Cassiano admite que teme a própria escalação. “Tenho que esperar, ver o que o professor tem aí. A minha vontade é de jogar, mas não depende só de mim, tem essas coisas fora de campo. Nunca vi isso”. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar