Em 15 dias o Paysandu saiu do céu e foi ao inferno. Dá histórica vitória de 4 a 1 sobre o Sport (PE), na Ilha do Retiro, que acarretou na inédita classificação à terceira fase da Copa do Brasil, até a derrota de quinta-feira, por 4 a 1, para o Coritiba (PR), sem esquecer-se da não menos importante eliminação da final do segundo turno do Estadual para Águia de Marabá, o Paysandu precisa de muita tranquilidade e estrutura neste período turbulento, para que o jovem elenco bicolor não desmotive e entre cabisbaixo no principal objetivo do clube em 2012, a Série C do Campeonato Brasileiro.
Para o goleiro Paulo Rafael, titular absoluto e um dos mais jovens do grupo, esses dois tropeços acumulados pelo Paysandu não deixarão a moral do grupo baixa para o restante da temporada, porque ainda tem uma Série C inteira a ser disputada, além do fato de o jogador deter a oportunidade de vestir a camisa bicolor é o suficiente para que ele esteja sempre motivado. “Acredito que a motivação vai existir sempre. Pela força do Paysandu”, acrescenta.
Com a árdua tarefa de ter que fazer três a zero no Coritiba (PR) para chegar as quartas de final, caso sofra gol o Papão precisa vencer os curitibanos por quatro gols de diferença, Paulo Rafael acredita que o Coxa, jogando no Mangueirão com a presença do torcedor bicolor, deverá sofrer a mesma pressão que o Paysandu sofreu jogando no Couto Pereira e por isso o otimismo é grande do goleiro, que está suspenso e não jogará o jogo da quinta-feira que vem. “Eu vou estar junto do pessoal, apesar de eu não poder jogar, mas espero que o Paysandu possa jogar bem sempre e classificar, mesmo com o objetivo de ter que marcar três ou quatro a zero”, ressaltou.
Basta perder e as dúvidas reaparecem!
Com a derrota para o Coritiba (PR), velhos questionamentos sobre a formatação do elenco para a Série C surgem, como quanto o clube está proposto em desembolsar para a contratação de jogadores e se Lecheva seria o treinador ideal para o certame nacional.
Em entrevista dada anteriormente, o diretor Alex Lima declarou que o time base do Paysandu para a Série C não sofrerá tanta mudança em relação à equipe que vem jogando. Para Alex, os garotos vindos da base estão correspondendo e por isso a diretoria não precisaria realizar uma enxurrada de contrações. “Com a equipe que temos, precisaríamos de mais algumas contratações, pontuais, para reforçar o elenco”, disse. “Para o Campeonato Brasileiro, o Paysandu terá uma folha de R$ 300 mil, contando com tudo, jogadores, comissão técnica e funcionários”, informa Alex.
Mas a permanência de Lecheva no comando bicolor ainda continua uma incógnita. Apesar do apoio que o treinador tem do presidente Luiz Omar Pinheiro e de boa parte da atual diretoria do clube, tem conselheiros que são adeptos da contratação de um treinador mais rodado e experiente em Série C.
Independente de sua permanência, ou não, Lecheva está fazendo um trabalho com números importantes neste ano. Até agora foram onze jogos; seis vitórias, três empates e, apenas, duas derrotas.
(Diário do Pará)
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