Muito foi discutido sobre a equipe do Cametá durante essa semana, atraso de pagamentos e greves por parte dos jogadores fizeram a torcida pensar que alguma crise pudesse ter se instaurado no Parque do Bacurau. O presidente do clube, Orlando Peixoto, disse que o pagamento referente ao mês de março seria feito no dia 25 de abril, com 15 dias de atraso em relação fechamento da folha. Mas, a promessa não foi cumprida e causou indignação por parte do elenco, inclusive com ameaças de alguns jogadores deixarem o time.
Por conta do atraso do pagamento, os jogadores se recusaram a fazer um amistoso contra o Paysandu no dia 21 de abril e não treinaram no dia 23. Em entrevista a equipe do Bola, o técnico da equipe cametaense, Sinomar Naves, afirmou que isso não influencia na preparação do time. “Ainda estamos longe da final. Só tivemos paralisação em um treino, mas já voltamos à normalidade. Estamos intensificando os treinos para a final”. Sobre a questão do atraso nos salários, Sinomar não se aprofundou muito. “Estamos fazendo a nossa parte. Só espero que a diretoria faça a dela também.”
Segundo o goleiro da equipe cametaense, Evandro, a situação de aparente crise foi contornada quando os jogadores tiveram seu pagamento na tarde da sexta-feira (27). “A situação foi regularizada pelo presidente e agora a equipe já está focada para a final. Claro que tivemos problemas, mas, felizmente, foi bem antes da final e dá tempo pro time se recuperar.”
O presidente se mostrou irritado com o foco dado a questão salarial do Cametá. “Todo time atrasa até dois, três meses. Só o Cametá que não pode?”. Perguntado sobre a queda de rendimento da equipe no segundo turno, Peixoto fez questão de dizer que a culpa não é só do time. “A torcida não ajuda. Logo depois do título do primeiro turno, nós jogamos contra o Paysandu e tivemos somente 1.600 pessoas no estádio. Sem incentivo fica difícil”.
A torcida do Cametá tem motivos para ficar preocupada. Após o título do primeiro turno, o Mapará não conseguiu engrenar uma boa campanha para ficar no quadrangular final. Além desses problemas, o time corre o risco de não garantir uma vaga na Série D do Campeonato brasileiro. Caso o Remo se classifique para a final e vença as duas partidas contra o Cametá, o Leão Azul é quem entra na quarta divisão. Mas o arqueiro do Mapará diz preferir encarar o Clube do Remo na final do Parazão. “O time do Remo tem um time mais limitado que o Águia. A equipe do Águia joga junta há mais tempo, o Remo não. Eu prefiro que o Remo passe para a final, acho que o jogo será mais fácil”, revelou Evandro. (Diário do Pará)
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