Em 11 jogos pelo Clube do Remo no segundo turno do Parazão, Fábio Oliveira foi o principal destaque, balançando a rede oito vezes. O atacante ainda acumula dois gols marcados com a camisa da Tuna, que o deixa na vice-artilharia do certame com 10 gols. E os dois últimos foram muito importantes. No primeiro jogo da final contra Águia, em Marabá, Fábio marcou o único gol do jogo; na volta, inaugurou o placar no Mangueirão, na partida que deu o título ao Leão.
Depois de um belo fim de semana, na última quinta-feira, Fábio teve uma ingrata surpresa ao se contundir sozinho no treino. De certeza, passou a ser dúvida para a grande final. Mas, contrariando o Departamento Médico, o artilheiro da Toca do Leão garante que entrará em campo. Quer ajudar no jogo mais importante do Remo esse ano. “Eu tenho certeza que vamos conquistar a vaga na Série D”, afirma. A certeza é tanta que Fábio é um dos poucos jogadores no elenco com contrato até novembro desse ano. “Só não fico se a diretoria não quiser. Penso em colocar o Remo na Série C e até fazer um contrato para o ano que vem”, confessa.
Aos 37 anos, Fábio Oliveira se diz amadurecido. As farras do passado ficaram para trás. “Estou em uma fase mais família, me cuidando muito mais, principalmente na parte física”, garante. No Baenão desde o início de fevereiro, Fábio se diz feliz no retorno ao Remo e não mudaria a escolha que fez. “Voltei para cá, para a Tuna Luso, a pedido do Charles Guerreiro (técnico), que é um grande amigo meu particular, mas meu desejo não era seguir na Tuna, até pela questão de calendário”, revela.
Fábio só se arrepende da forma como se deu o desfecho com o time luso. “Peço desculpas por ter falado algumas coisas da Tuna, porque desrespeitei os torcedores da Tuna, e eles não mereciam isso. Não era para ter atingido a Tuna, ao escudo da Tuna, mas sim ao diretor que fez tudo aquilo. A única coisa que me arrependo nessa volta é isso”, admite.
Mas, fora esse episódio, Oliveira afirma estar de “bem com a vida”. E quem já caiu nas graças da torcida uma vez, sempre quer mais. “Quero colocar o Remo no lugar que a nossa torcida merece”, assegura. (Diário do Pará)
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