Com a chegada programada para a manhã de quinta-feira, o técnico Roberval Davino retorna ao futebol paraense depois de sete anos, quando conquistou o único título nacional do Clube do Remo, a Série C do Campeonato Brasileiro de 2005. Para o treinador, a condição de ter tido sucesso no rival, além do carinho que boa parte da diretoria azulina, não o atrapalhará na Curuzu. “Antes de tudo eu sou um profissional. Eu sempre tive bons relacionamentos tanto no Remo como no Paysandu também. E acredito que o grande motivo de eu ter sido contratado pelo Paysandu foi porque eles acreditam no meu trabalho”, destaca.
Técnico há 27 anos, Davino acumula vários títulos em sua carreira, entre eles dois títulos da Série C, 1996 com o Vila Nova (GO) e em 2005 com o Remo. “Estou indo para dar a continuidade ao projeto traçado pela diretoria, que foi o que me fez aceitar ir para o Paysandu. Estão com um trabalho sério e que valorizo muito”, declara Davino, sobre a política pés no chão, adotada pelo colegiado que administra o departamento de futebol do Papão.
Sobre contratações, o treinador preferiu não se precipitar antes de ver de perto o elenco bicolor. “Eu acompanhei os dois jogos do time contra o Coritiba (PR), na Copa do Brasil. E gostei muito do jogo realizado em Belém, mesmo com a derrota, a equipe saiu de campo com o reconhecimento do torcedor. Então, estarei em campo no sábado no amistoso contra o Nacional (AM) e depois indicarei atletas”, observa.
Quanto às condições de trabalho, Davino não encontrou nenhum empecilho. “O Paysandu tem uma fama boa, segundo colegas, nos últimos anos não teve problema de atraso salarial com os jogadores, estão trabalhando dentro de um orçamento determinado para que não haja imprevistos. Assim fica muito mais interessante em trabalhar”, acredita.
Luiz Omar: “Tem um perfil vitorioso”
Antes de confirmar a aquisição do novo comandante, Roberval Davino declarou que o acerto com o Paysandu não passava de especulação. “Muitos amigos entraram em contato comigo perguntando se eu iria para o Paysandu, e alguns até me felicitando, mas a verdade é que tenho um projeto de ir trabalhar no exterior e acredito que o momento certo é agora. O Paysandu não me procurou oficialmente”, disse Davino no fim da manhã.
Quando questionado sobre o posicionamento do treinador, o diretor de futebol, Alex Lima, deu a sua versão. “Ele é um homem muito sério e tinha uma proposta para treinar uma seleção fora do país e só poderia dar essa confirmação ou qualquer notícia se ele estivesse resolvido. Ele resolveu e entrou em contato comigo”. Para o presidente Luiz Omar Pinheiro, a contratação de Roberval Davino foi acertada. “Eu acho que a escolha foi boa, tanto que caiu bem no seio de toda comunidade alviazul. E tem um perfil de treinador vitorioso, observador e que tem um nome muito forte a zelar”.
Com 18 dias para a estreia contra o Luverdense (MT), no Campeonato Brasileiro da Série C, a diretoria bicolor não vai esperar o desembarque de Davino para decidir a contratação de atletas. “Nós já temos alguns nomes de contratação e passamos para ele (Roberval Davino) e depois, quando chegar, teremos o feedback”, disse o presidente, seguindo: “Acho que na sexta-feira já chegam alguns jogadores aqui”.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar