Nesses três últimos dias na Curuzu, os atletas do Paysandu realizaram uma verdadeira maratona de testes físicos. Mas quem pensa que os jogadores trabalharam de cara fechada, por ser o trabalho mais chato considerado por eles, está enganado. A descontração faz parte do ambiente.
Com trabalho de corrida, cada um teria que dar um pique de 30 metros para que os preparadores Pompeu e Prado pudessem cronometrar o tempo percorrido, agendando a produção de potência e velocidade. Para os mais novos como é o caso de Yago Pikachu, Rafael Oliveira, Heliton, e Thiago Costa, o exercício foi tirado de letra, marcando tempos abaixo de 3s80, resultados bons para iniciar um trabalho de recondicionamento.
Já para Vanderson, Zé Augusto, Adriano Magrão e Douglas, a disputa pela melhor marca foi milésimo a milésimo, e quando veio o resultado da corrida de cada um, Vanderson demostrou insatisfação, cobrando satisfações de Pompeu, que marcou o tempo do atleta. “Marca esse negócio direito, isso está errado, eu não posse ter perdido para o Douglas e o Adriano Magrão, eles estava correndo amarrados, pareciam que estavam de calça jeans.”, esbravejou Vanderson, brincado.
O zagueiro Douglas, dono da melhor marca entre os veteranos, tudo é intriga da oposição. “Dessa turma da velha-guarda, eu sempre fui o mais rápido, e o pessoal tem inveja”, brinca. “Sou muito leve, tenho pouco peso. Olha aí, tenho que vencer dessa carcaça ai”, disse Douglas apontando para o companheiro Pablo. Provocador das discórdias entre os atletas, o preparador físico Pompeu se defende. “É o seguinte, aqueles jogadores que não conseguiram chegar à meta, eles ficam reclamando. Não adianta, não vou inventar”.
(Diário do Pará)
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